MERCADO DE CAPITAIS

Associações e ex-diretores da CVM reforçam pleito por nomeação de servidor à diretoria

Entidades e ex-membros da Comissão de Valores Mobiliários defendem indicação de técnico para vaga no colegiado, destacando experiência e estabilidade regulatória.

Publicado em 16/01/2026 às 17:52
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Associações de participantes do mercado de capitais e ex-diretores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) intensificaram o apoio ao pedido dos superintendentes da autarquia para que a última vaga aberta no Colegiado seja ocupada por um servidor de carreira.

A Apimec Brasil manifestou apoio à nota dos supervisores, ressaltando que “a experiência acumulada, a memória institucional e o profundo conhecimento das rotinas de supervisão, fiscalização e regulação contribuem de forma decisiva para a continuidade das políticas públicas, a estabilidade regulatória e a qualidade das decisões colegiadas”.

Já a Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec) afirmou, em nota, que a composição incompleta do Colegiado tem prejudicado sua atuação. A entidade acrescentou: “Registramos que, em perspectiva histórica, a participação de representante da área técnica no Colegiado trouxe diversidade nesse fórum, e que isso seria uma alternativa viável para prestigiar servidores da casa”.

A diretora Marina Copola também se manifestou, destacando que “a presença de um membro da área técnica no Colegiado é benéfica por ao menos dois motivos. Primeiro, por assegurar a preservação do histórico institucional da CVM. Em segundo lugar, porque um diretor da área técnica exerce um papel importante como observador externo e fiel da balança nas dinâmicas internas usuais de um órgão colegiado”.

Ex-diretores da autarquia, como Henrique Machado (2016-2020), atualmente sócio da Warde Advogados, também expressaram apoio à iniciativa dos superintendentes. Em publicação em rede social, Machado declarou: “Apoio totalmente a nota e parabenizo os Superintendentes da CVM pela iniciativa. Além da notória competência técnica do quadro de servidores da CVM, a participação no Colegiado agrega legitimidade e diversidade de visões em benefício do processo decisório”.

A advogada Flavia Perlingeiro (2019-2023), que retornou ao BNDES após seu mandato na CVM, classificou o texto dos superintendentes como “coerente, consistente e necessário”.