JUDICIÁRIO

Toffoli prorroga investigação sobre fraudes no Master por 60 dias

Ministro do STF atende pedido da Polícia Federal e amplia prazo para apuração de irregularidades no Banco Master. Procuradoria-Geral da República também deverá se manifestar.

Publicado em 16/01/2026 às 17:04
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) Reprodução / Agência Brasil

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (16) a prorrogação por mais 60 dias das investigações sobre supostas fraudes no Banco Master. O pedido foi feito pela Polícia Federal, que agora terá prazo estendido para aprofundar as apurações. Toffoli também determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o caso.

Relator do inquérito, Toffoli tem tomado decisões que impactam diretamente o andamento das investigações. Recentemente, ele ordenou que bens apreendidos em uma operação fossem encaminhados à sede do STF para análise, autorizando posteriormente a realização de perícia no material recolhido.

Além disso, o ministro determinou que a Polícia Federal alterasse o cronograma dos interrogatórios, concentrando as oitivas em dois dias, em uma sala de audiências no Supremo. Os depoimentos estavam previstos para ocorrer na última semana de janeiro e na primeira de fevereiro, incluindo o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e outros investigados.

A nova decisão de Toffoli interfere novamente na condução da investigação pela PF. Em dezembro, o ministro já havia determinado que os depoimentos de investigados fossem realizados na sede do STF. Embora não tenha participado das oitivas, ele enviou à delegada responsável uma lista de perguntas sugeridas para os interrogatórios.