MERCADO FINANCEIRO

Dólar volta a subir de olho em cenário internacional e indicadores econômicos

Moeda americana reage a tensões geopolíticas e dados do IBC-Br antes de feriado nos EUA

Publicado em 16/01/2026 às 09:51
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O dólar opera em alta frente ao real, atingindo a casa dos R$ 5,37 por volta das 9h45 desta sexta-feira (16), após breve queda nos primeiros negócios, quando chegou à mínima de R$ 5,3650 (-0,06%) no mercado à vista. O movimento acompanha o viés positivo da moeda americana diante de outras divisas emergentes, reflexo do aumento das tensões geopolíticas.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre a situação no Oriente Médio e o Irã. Putin afirmou que Moscou está disposta a atuar como mediadora e promover um diálogo construtivo entre as partes envolvidas. Paralelamente, os Estados Unidos deslocaram pelo menos um porta-aviões para o Oriente Médio, em resposta à escalada das tensões com o Irã. Tropas europeias também chegaram à Groenlândia na noite de quinta-feira, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, pressiona pela aquisição ou anexação do território.

Os juros futuros também registram alta após o IBC-Br de novembro superar a mediana das projeções do mercado, impulsionados ainda pelo avanço do dólar e pelo aumento dos rendimentos dos Treasuries. O movimento ocorre na véspera do feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos, na segunda-feira (19), quando não haverá negociações no mercado de títulos e na NYSE. A força da atividade econômica reforça a expectativa de início do ciclo de corte da Selic em março, o que favorece o carry trade no Brasil e pode sustentar o real ao longo do dia.

O IBC-Br avançou 0,68% em novembro, superando a mediana das estimativas do mercado (0,35%), após queda revisada de 0,10% em outubro. Em 12 meses, o índice acumula alta de 2,39%, desacelerando em relação aos 2,59% registrados até outubro.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou recuo de 0,37% em novembro, após queda revisada de 0,47% em outubro, segundo o IBGE. No acumulado do ano, o indicador aponta queda de 4,66% e, em 12 meses, retração de 3,38%.

Por outro lado, o IGP-10 subiu 0,29% em janeiro, após alta de 0,04% em dezembro, ficando próximo ao teto das expectativas (0,30%), com mediana de 0,23% e piso de 0,04%. No ano, o índice acumula alta de 0,29% e, em 12 meses, queda de 0,99%.

Os bancos vão pagar R$ 148 milhões ao INSS como ressarcimento pelos custos de operacionalização de empréstimos consignados a segurados e pensionistas, segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller. O órgão também iniciou a cobrança de multas a cartórios que não alimentam o sistema de registro civil obrigatório desde 2019, o que pode render entre R$ 2,8 bilhões e R$ 14 bilhões ao INSS.