COMÉRCIO INTERNACIONAL

Taiwan celebra acordo tarifário com EUA; China manifesta oposição

Novo pacto reduz tarifas sobre produtos taiwaneses em troca de investimentos bilionários nos EUA, reacendendo tensões com Pequim.

Publicado em 16/01/2026 às 08:58
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O primeiro-ministro de Taiwan, Cho Jung-tai, elogiou nesta sexta-feira (16) o novo acordo comercial firmado com os Estados Unidos, classificando-o como o "melhor acordo tarifário" já alcançado por países com superávit em relação a Washington. Enquanto isso, em Pequim, autoridades chinesas criticaram duramente o entendimento.

Pelo acordo, as tarifas americanas sobre produtos taiwaneses serão reduzidas para 15%, em contrapartida a US$ 250 bilhões em novos investimentos taiwaneses na indústria de tecnologia dos EUA. O modelo é semelhante aos pactos estabelecidos anteriormente com União Europeia (UE) e Japão, após o então presidente Donald Trump impor tarifas amplas a vários parceiros comerciais.

"Por enquanto, obtivemos o melhor acordo tarifário entre os países com superávit comercial com os EUA", afirmou Cho Jung-tai, destacando que o entendimento "demonstra que os EUA veem Taiwan como um parceiro estratégico". Segundo o premiê, a tarifa de 15% será aplicada sem sobretaxas adicionais, equiparando o tratamento concedido a Japão, Coreia do Sul e UE. Inicialmente, Trump havia estipulado a tarifa em 32%, depois reduzida para 20%.

A China, que reivindica Taiwan como parte de seu território, reagiu de forma contundente. "A China sempre se opõe firmemente a que países que mantêm relações diplomáticas conosco assinem acordos com a região de Taiwan que tenham conotações de soberania", declarou Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês.

O Departamento de Comércio dos EUA informou que o acordo prevê a criação de parques industriais em território americano para impulsionar a manufatura nacional, classificando o pacto como "histórico" para o setor de semicondutores.

Jung-tai acrescentou que setores como o automotivo e o de móveis de madeira também terão tarifa de 15%, enquanto alguns componentes aeroespaciais ficarão isentos. O acordo ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento de Taiwan, onde há preocupações quanto aos possíveis impactos na indústria local de chips.

O anúncio ocorre no momento em que a TSMC, maior fabricante mundial de semicondutores, projeta ampliar investimentos e acelerar a construção de fábricas no Arizona, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial (IA).

Fonte: Associated Press*
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado