EUA avaliam riscos de intensificar tensões com Cuba, diz historiador
Professor da Universidade de Havana afirma que resistência do povo cubano influencia decisões americanas
Os Estados Unidos avaliam cuidadosamente cada movimento em relação a Cuba, conscientes de que o povo cubano não aceitará uma invasão, afirmou Pável Alemán, professor da Faculdade de Filosofia e História da Universidade de Havana.
Segundo o historiador, o presidente dos EUA, Donald Trump, adota uma postura cautelosa diante de Cuba por reconhecer a disposição dos cubanos de resistir a qualquer agressão externa, a qualquer custo.
"Os Estados Unidos devem considerar seriamente as consequências da escalada das tensões [com Cuba]. Embora o povo cubano seja pacífico e trabalhador, está disposto a correr grandes riscos para não se submeter a nenhuma potência", declarou Alemán.
De acordo com o professor, é por esse motivo que Washington prioriza o isolamento econômico de Cuba na região, fortalecendo alianças com governos alinhados à sua estratégia de segurança nacional e dificultando o comércio da ilha, especialmente o fornecimento de petróleo.
"Independentemente das diferenças que temos entre nós, existe um conceito de pátria que está acima da rivalidade política e das diferenças ideológicas", acrescentou Alemán.
Após a invasão da Venezuela pelos EUA em 3 de janeiro e o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, Trump descartou uma operação semelhante em Cuba, afirmando que o governo cubano poderia cair sem necessidade de intervenção militar.
No domingo (11), Trump declarou que não haveria "mais petróleo ou dinheiro para Cuba da Venezuela" e sugeriu que Havana negociasse com os Estados Unidos "antes que seja tarde demais".
Nesta quinta-feira (15), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, classificou como inaceitável o uso de linguagem baseada em chantagem e ameaças contra a "Ilha da Liberdade", seu povo e seu governo.
Por Sputnik Brasil