POLÍTICA E ECONOMIA

Senado cria grupo para acompanhar investigação do Banco Master

Grupo de trabalho formado por sete senadores vai monitorar apurações e sugerir medidas legislativas sobre o caso.

Publicado em 15/01/2026 às 17:52
© Foto / Lula Marques / Agência Brasil

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado instituiu um grupo de trabalho para acompanhar as investigações relacionadas ao Banco Master. A criação do grupo foi oficializada nesta quinta-feira (15) pelo presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

De acordo com o despacho, os integrantes do grupo poderão realizar e sistematizar ações como requerimentos de convocação de envolvidos e autoridades, pedidos de informação e apresentação de propostas legislativas ligadas ao tema.

O grupo será composto por sete senadores, sendo quatro governistas ou aliados ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dois de oposição: Fernando Farias (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amim (PP-SC), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Alessandro Vieira (MDB-SE), Leila Barros (PDT-DF) e Damares Alves (Republicanos-DF).

Chamam a atenção as presenças de duas senadoras do Distrito Federal – Leila Barros e Damares Alves –, região de onde partiu a proposta de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), posteriormente rejeitada pelo Banco Central.

A criação do grupo foi anunciada um dia após a segunda operação da Polícia Federal que teve como alvo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central, além de familiares e outros empresários.

Renan Calheiros justificou a medida citando as competências da CAE e "a gravidade dos fatos noticiados pela mídia e das investigações em curso da Polícia Federal, as deliberações do Banco Central e do Tribunal de Contas da União, relacionadas a irregularidades atribuídas ao Banco Master".

Paralelamente, parlamentares iniciaram a coleta de assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Caso Master no Congresso. Segundo eles, já há assinaturas suficientes para a instalação, que depende do aval do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).