China reafirma parceria com Venezuela e garante continuidade em projetos de petróleo
Mesmo diante da crise após a captura de Maduro pelos EUA, Pequim mantém apoio ao governo venezuelano e critica ação americana.
A China declarou nesta segunda-feira (5) que pretende aprofundar a cooperação com a Venezuela, especialmente no setor petrolífero, independentemente dos desdobramentos da crise política no país sul-americano. Em coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, enfatizou que Pequim mantém "comunicação e cooperação positivas" com o governo venezuelano e continuará atuando por meio desses canais oficiais.
As declarações ocorrem em meio ao agravamento da crise diplomática após a operação militar dos Estados Unidos, que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. Lin Jian ressaltou que os interesses chineses na Venezuela, especialmente no setor de energia e nas exportações de petróleo, "serão protegidos pela lei".
No domingo, o Ministério das Relações Exteriores da China já havia manifestado "grave preocupação" com a ação americana, classificando a captura de Maduro como uma violação do direito internacional, das normas básicas das relações entre países e dos princípios da Carta da ONU. Pequim também exigiu que Washington "garanta a segurança pessoal" de Maduro e Flores e que promova a libertação imediata de ambos.
O ministério chinês reforçou ainda que os Estados Unidos devem "parar de derrubar o governo da Venezuela" e buscar a resolução dos conflitos por meio do diálogo e da negociação. O tema será discutido nesta segunda-feira em reunião do Conselho de Segurança da ONU, convocada para analisar as consequências da operação militar dos EUA na Venezuela.