FPA pede ação rápida para minimizar impacto da salvaguarda chinesa
Frente Parlamentar da Agropecuária defende reação imediata para proteger mercado brasileiro após decisão da China
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende agilidade nas ações para evitar um impacto significativo da salvaguarda chinesa sobre a carne bovina brasileira. “A FPA acompanha com preocupação a medida anunciada pela China sobre as importações de carne do Brasil. O tema já estava no radar e, agora, exige reação rápida para evitar instabilidade no mercado e efeitos no abate e na renda do produtor no início de 2026”, destacou a bancada em nota.
A manifestação ocorre após o governo chinês anunciar, na última quarta-feira (31), a imposição de cotas específicas por país para a importação de carne bovina, com tarifa adicional de 55% para volumes que excederem o limite estabelecido. A decisão, comunicada pelo Ministério do Comércio (Mofcom) da China, entrou em vigor ontem (1º) e será válida por três anos, até 31 de dezembro de 2028, afetando os principais exportadores mundiais. O Brasil, maior fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas extras em 2026.
Em nota, a bancada agropecuária afirmou ainda que atuará “imediatamente” junto ao Ministério da Agricultura, ao Itamaraty e à área de comércio exterior do governo federal para “abrir um canal de negociação com as autoridades chinesas e buscar soluções que preservem previsibilidade ao setor”. Segundo a FPA, também será solicitado um levantamento técnico sobre o fluxo recente das exportações para “embasar a estratégia brasileira e reduzir riscos de redução e desorganização de mercado”.