EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA

FPA pede ação rápida para minimizar impacto da salvaguarda chinesa

Frente Parlamentar da Agropecuária defende reação imediata para proteger mercado brasileiro após decisão da China

Publicado em 05/01/2026 às 08:46
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende agilidade nas ações para evitar um impacto significativo da salvaguarda chinesa sobre a carne bovina brasileira. “A FPA acompanha com preocupação a medida anunciada pela China sobre as importações de carne do Brasil. O tema já estava no radar e, agora, exige reação rápida para evitar instabilidade no mercado e efeitos no abate e na renda do produtor no início de 2026”, destacou a bancada em nota.

A manifestação ocorre após o governo chinês anunciar, na última quarta-feira (31), a imposição de cotas específicas por país para a importação de carne bovina, com tarifa adicional de 55% para volumes que excederem o limite estabelecido. A decisão, comunicada pelo Ministério do Comércio (Mofcom) da China, entrou em vigor ontem (1º) e será válida por três anos, até 31 de dezembro de 2028, afetando os principais exportadores mundiais. O Brasil, maior fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas extras em 2026.

Em nota, a bancada agropecuária afirmou ainda que atuará “imediatamente” junto ao Ministério da Agricultura, ao Itamaraty e à área de comércio exterior do governo federal para “abrir um canal de negociação com as autoridades chinesas e buscar soluções que preservem previsibilidade ao setor”. Segundo a FPA, também será solicitado um levantamento técnico sobre o fluxo recente das exportações para “embasar a estratégia brasileira e reduzir riscos de redução e desorganização de mercado”.