INTERNACIONAL

Cúpula emergencial da CELAC sobre a Venezuela encerra sem consenso

Publicado em 04/01/2026 às 21:11
© AP Photo / Cristian Hernandez

Diante da falta de consenso, expectativa agora é a retomada das conversas na reunião sobre a situação venezuelana marcada para segunda-feira (5) no Conselho de Segurança da ONU.

A reunião de emergência da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) convocada pelo Brasil para discutir a situação na Venezuela encerrou na noite deste domingo (4) sem um consenso, sinalizando a divergência entre os 33 membros do bloco.

Segundo noticiou o portal Metrópoles, no lado brasileiro, o chanceler Mauro Vieira reafirmou o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o ataque norte-americano ultrapassou a "linha aceitável" e abre "um precedente extremamente perigoso para toda a América Latina".

O chanceler venezuelano, Yván Gil, classificou a ação dos EUA como "covarde, criminosa e planejada" e disse que "o ataque não é só contra a Venezuela, mas contra a América Latina e o Caribe".

"Hoje foi a Venezuela, amanhã pode ser qualquer outro país", alertou o chanceler.

Diante da falta de consenso entre os membros, a expectativa agora é a retomada das conversas na reunião sobre o tema no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) convocada para segunda-feira (5).

Mais cedo, Brasil, México, Chile, Colômbia, Espanha e Uruguai publicaram uma nota conjunta na qual expressaram "profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela".

Os signatários da nota afirmaram que a ação dos EUA contraria o direito internacional, reiteraram que a situação na Venezuela deve ser resolvida por meios pacíficos, reafirmaram que a América Latina e o Caribe devem permanecer como uma zona de paz e manifestaram preocupação diante de tentativas externas de controle ou apropriação de recursos naturais ou estratégicos.

"Tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil", afirma a nota.


Por Sputinik Brasil