Fator Trump determinará curso da política mundial em 2026, afirmam cientistas russos
Três fatores influenciarão a política e a segurança globais em 2026, incluindo o fator do presidente norte-americano Donald Trump, de acordo com relatório do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais (IMEMO) da Academia de Ciências da Rússia (RAN), analisado pela Sputnik.
Segundo a pesquisa, os outros dois fatores que afetarão o cenário internacional serão os conflitos em andamento e a instabilidade político-militar e socioeconômica a eles associada.
O estudo aponta que, neste contexto, a política e a segurança mundiais continuarão a ser moldadas pelos fatores que dominaram o período entre 2024 e 2025.
"A política mundial continuará a ser determinada pelo fator americano de Donald Trump, que, em 2026, será significativamente mais influenciado pelo cenário político interno, pela polarização doméstica e pelas próximas eleições de meio de mandato", ressalta o documento.
Ao mesmo tempo, observa-se que conflitos não resolvidos e a instabilidade político-militar e socioeconômica decorrente deles também moldarão a política global no próximo ano.
Além disso, a publicação destaca que a crescente polarização sociopolítica nos níveis global, regional e nacional, bem como a militarização da política mundial, reforçarão essa tendência.
O terceiro fator que influenciará a política e a segurança internacionais será o aumento da atividade de atores soberanos de médio e pequeno porte, assim como de suas associações, não apenas no mundo não ocidental, mas também no Ocidente.
"Ao contrário da preocupante 'incerteza' que surgiu durante a crise do coronavírus, que mudou profundamente os estereótipos socioeconômicos, econômicos e comportamentais em quase todo o mundo e se intensificou com a eleição do presidente Donald Trump, 2026 será substancialmente mais previsível", conclui o relatório.
No dia 5 de dezembro, a Casa Branca divulgou a nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, na qual exige que a Europa assuma a responsabilidade por sua própria defesa.
O documento também chama a atenção para problemas como regulação excessiva, imigração em massa e restrições à liberdade de expressão na União Europeia.