UE pode aumentar apoio a Kiev em 2026 porque teme vitória de Putin, aponta estudo russo
A União Europeia (UE) pode continuar e até fortalecer a assistência militar e financeira à Ucrânia em 2026, a fim de estabilizar a situação econômica do país, segundo relatório da Academia de Ciências da Rússia (RAN) analisado pela Sputnik.
A pesquisa aponta que, no próximo ano, os políticos europeus provavelmente continuarão a defender a necessidade de um cessar-fogo incondicional como pré-requisito para negociações, além de considerar inaceitáveis as propostas russas para resolver o conflito.
"Tal posição política implica a continuidade e até o fortalecimento da assistência militar à Ucrânia, bem como o fornecimento de ajuda financeira a Kiev para a estabilização da situação econômica no país", ressalta o documento.
Segundo o estudo, com exceção dos primeiros-ministros húngaro, Viktor Orbán, e eslovaco, Robert Fico, os principais líderes europeus alteraram levemente suas abordagens iniciais em relação ao conflito.
Conforme detalha o documento, a posição da UE está evoluindo suavemente do desejo de infligir uma "derrota estratégica" à Rússia para a determinação de "impedir que o presidente russo, Vladimir Putin, vença".
No entanto, o relatório conclui que, em termos práticos, essa nova abordagem dos políticos europeus não altera nada na questão ucraniana.
Nos últimos anos, a Rússia tem registrado uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em suas fronteiras. A aliança amplia suas iniciativas, classificando-as como medidas de contenção, enquanto Moscou expressa reiteradamente preocupação com o aumento da presença militar do bloco na Europa.
Em 11 de dezembro, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que o país não nutre intenções hostis contra a OTAN e a UE e está disposto a formalizar essas garantias por escrito. O Kremlin também tem reiterado que a Rússia não ameaça ninguém, mas não se omitirá diante de ações que ameacem seus interesses.