EUA atacam Caracas, pois querem mais influência no mercado de petróleo mundial, diz analista
As ações dos EUA em relação à Venezuela visam tornar Washington um importante produtor e formador de preços no mercado global de petróleo, disse à Sputnik o cientista político turco Engin Ozer.
O especialista salientou que as futuras negociações entre os Estados Unidos e a Venezuela serão bastante tensas.
"O plano dos EUA para a Venezuela tem menos a ver com a mudança de poder e mais com o controle do comércio de petróleo do país", ressaltou.
Segundo o analista, grande parte da nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA tem como objetivo reduzir a influência estrangeira na América Latina, principalmente a da China e da Europa.
Ao mesmo tempo, Ozer destacou que o presidente dos EUA, Donald Trump, está retomando a antiga política de consolidar o papel do país como o principal produtor e formador de preços no mercado global de petróleo.
Nesse contexto, o cientista político admitiu a possibilidade de um ataque aéreo "muito limitado" e estrategicamente calibrado, que poderia ser direcionado a refinarias, petroleiros e infraestrutura marítima.
Paralelamente, Ozer não espera uma operação em larga escala conduzida pelos EUA ou um ataque terrestre.
"[O presidente venezuelano] Nicolás Maduro enfrentará pressão nos próximos dias para permitir que empresas norte-americanas retornem à Venezuela ou para que todo o petróleo produzido por intermediários norte-americanos seja exportado", destacou.
Dessa forma, o analista concluiu que o período de negociações será acompanhado por um aumento das tensões, mas não se deve esperar uma grande guerra.
Mais cedo, o correspondente da Sputnik informou que explosões haviam sido ouvidas na capital venezuelana, Caracas. Segundo moradores locais, as explosões foram ouvidas em diferentes áreas da cidade, bem como no aeroporto Simón Bolívar, em Maiquetía, e no porto de La Guaira.
O canal de televisão estadunidense CBS noticiou que a administração norte-americana ordenou ataques contra diversos alvos na Venezuela, incluindo instalações militares.
O portal de notícias BNO News, por sua vez, noticiou a declaração de estado de emergência pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.