Irã pede ao Conselho de Segurança da ONU que condene ameaças dos EUA contra Teerã
Teerã rejeita veementemente as recentes declarações de Washington contra o Irã e pede à Organização das Nações Unidas (ONU) que condenem tais manifestações provocativas, afirmou o representante permanente do Irã na entidade, Amir Saeid Iravani.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na sexta-feira (2) que, se o Irã "matar manifestantes pacíficos", os EUA "virão em socorro" dessas pessoas e estarão prontos para agir.
"A República Islâmica do Irã rejeita de forma inequívoca e condena energicamente essas declarações imprudentes, intervencionistas e incendiárias, e reafirma seu direito inerente de defender sua soberania, integridade territorial e segurança nacional, bem como de proteger seu povo contra qualquer interferência estrangeira", disse Iravani em carta enviada à ONU.
O embaixador iraniano enfatizou que "os Estados Unidos assumem total responsabilidade por quaisquer consequências decorrentes dessas ameaças ilegais e por qualquer escalada subsequente".
Iravani apelou ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e ao Conselho de Segurança da ONU (CSNU) para que "condenem de forma inequívoca e firme essas declarações imprudentes e provocativas contra o Irã feitas pelo presidente dos Estados Unidos, como uma grave violação dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas".
A autoridade também pediu ao CSNU que exija que os EUA cumpram suas obrigações previstas na Carta da ONU e no direito internacional e cessem todas as ameaças contra o Irã.
"Ironicamente, essas chamadas alegações de 'apoio ao povo iraniano' partem de autoridades de um Estado com um longo e bem documentado histórico de intervenções militares, operações de mudança de regime e usos ilegais da força em todo o mundo, realizados em flagrante violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, resultando em numerosas vítimas civis", ressaltou o embaixador do Irã.
No início da semana, Trump afirmou, durante uma coletiva de imprensa após reunião com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que apoiaria novos ataques contra o Irã caso Teerã tente continuar desenvolvendo programas de mísseis e nuclear.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que a resposta de Teerã a qualquer agressão seria dura.
Em junho, Israel bombardeou instalações nucleares iranianas após acusar o país de conduzir um programa militar secreto. O Irã negou as acusações e respondeu de forma proporcional. Os dois lados trocaram ataques por 12 dias, com a participação dos Estados Unidos em um ataque pontual a instalações nucleares iranianas.
Por Sputinik Brasil