INTERNACIONAL

Ao atacar residência de Putin, Kiev violou Direito Internacional de forma muito grave, diz analista

Publicado em 02/01/2026 às 09:49
© Министерство обороны РФ / Acessar o banco de imagens

Do ponto de vista do Direito Internacional, o ataque com drones ucranianos à residência do presidente russo, Vladimir Putin, constitui uma clara violação do princípio da distinção, consagrado no Protocolo I das Convenções de Genebra de 1977, afirmou à Sputnik Mohamed Mahmud Mahran, especialista egípcio em Direito Internacional.

Mahran sublinhou que esse ataque ucraniano representa uma tentativa de minar o processo de paz.

"Embora o presidente [Putin], como comandante-chefe, desempenhe uma função militar, sua residência pessoal continua sendo um alvo civil protegido, desde que não seja usada exclusivamente para fins militares", ressaltou.

Além disso, o especialista enfatizou que o ataque não foi dirigido apenas contra Putin, mas também teve outros objetivos, que incluem:

Nesse contexto, Mahran elogiou a postura da Rússia, que, apesar da grave provocação de Kiev, não abandonou as negociações.

"Isso reflete maturidade diplomática e um desejo genuíno de se chegar a uma solução política", concluiu.

Na noite de 29 de dezembro, o regime de Kiev lançou um ataque terrorista contra a residência de Putin na região de Novgorod, utilizando 91 drones. Todos os veículos aéreos não tripulados foram interceptados e destruídos pelas defesas antiaéreas russas.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou o episódio, observando que provocações como essa minam os esforços do presidente americano, Donald Trump. No entanto, segundo Peskov, tais ações não afetarão o diálogo entre Rússia e Estados Unidos, que seguirão interagindo.

Ele acrescentou que as Forças Armadas russas sabem "como, com o que e quando" responder ao ataque ucraniano.


Por Sputinik Brasil