TAXAS

Equador impõe tarifas de 27% a importações do México

Publicado em 03/02/2025 às 18:00
© Foto / Cortesía del Gobierno de México

O presidente equatoriano, Daniel Noboa, anunciou a introdução de medidas tarifárias de 27% contra as importações provenientes do México, país com o qual Quito tem tido divergências diplomáticas nos últimos meses.

"O novo Equador sempre esteve aberto à integração comercial, mas não quando há abuso", afirmou Noboa em suas redes sociais. "Ratificamos nossa posição de assinar um Tratado de Livre Comércio com o México. Mas, até que isso aconteça e se torne realidade, vamos aplicar uma tarifa de 27% aos produtos que importamos, com o objetivo de promover nossa indústria e garantir um tratamento justo para nossos produtores", acrescentou.

A declaração foi feita um dia após Noboa encerrar sua campanha eleitoral rumo às eleições presidenciais, que serão realizadas no próximo dia 9 de fevereiro. Ele busca a reeleição contra Luisa González, candidata do principal movimento de oposição, Revolución Ciudadana.

O anúncio também foi feito no mesmo dia em que o México logrou adiar por um mês tarifas sobre seus produtos de 25% por parte dos EUA, após negociações.

No sábado (1º), Trump anunciou tarifas de 25% sobre produtos do México e do Canadá — com exceção da energia canadense, que seria taxada em 10% — e de 10% sobre produtos da China. Os três países tarifados reagiram ao anúncio do republicano.

A medida contra o Canadá foi justificada como forma de pressão contra a entrada de imigrantes e drogas no território americano.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, anunciou tarifas de 25% a produtos dos EUA. A China informou que vai acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas impostas por Trump.

No caso da China, Trump a acusa de ser responsável pelo fentanil que entra nos EUA, causando a crise de opioides que assola o país.

A crise do fentanil é relacionada a overdoses do opioide sintético nos Estados Unidos, que é 50 vezes mais forte do que a heroína. Estudo publicado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) aponta que, em 2021, 66% das mais de 100 mil mortes por overdose no país estavam ligadas ao uso dessa droga.


Por Sputinik Brasil