EUA e Israel tentarão piorar tensões dentro do Hamas apesar do cessar-fogo, diz analista

O futuro do conflito dependerá das tensões que os EUA e Israel radicalizarão entre Hamas, porque é difícil para a organização falar em nome de todos os elementos que emergiram depois da morte dos líderes do partido, disse o dr. Isa Blumi, professor associado do Departamento de Estudos de Ásia e Médio Oriente de Estocolmo à Sputnik.
Considerando os assassinatos dos líderes do Hamas, incluindo o do chefe do Politburo do Hamas, Ismail Haniyeh, e seu sucessor, Yahya Sinwar, "considerável esgotamento" de sua ala militar, devastação humana e física de Gaza, este seria complicado para o braço político do partido representar a opinião de todos os elementos que emergiram durante a severa batalha contra forças israelenses.
"Eu acho que o futuro do conflito refletirá as tensões que serão exploradas pelos norte-americanos e sua marionete, o Estado de Israel", destacou Blumi.
Além disso, Blumi acrescentou que os detalhes do acordo de cessar-fogo que permanece vago, "não são certos" no contexto da terceira fase de reconstrução, incluindo o que o professor chamou dos esforços do Catar "para comandar e reivindicar a representação do Hamas e interesses de escala maior de Gaza".
"Eu penso que o grande combate aqui não será sobre o tema quem obterá a maior parte dos contratos para reconstruir [Faixa de Gaza], mas se realmente haverá uma reconstrução do norte de Gaza, especialmente com palestinos que moram lá", ressaltou Blumi.
O pesquisador finalizou alertando que Netanyahu, Israel e políticos de extrema direita nos Estados Unidos não deixaram completamente a ideia da limpeza étnica de modo obrigatório em Gaza, ou maiores partes de Gaza com sua população palestina. A razão disso não só as possibilidades de desenvolvimento nos termos da propriedade, mas também os campos de gás offshore que eles queriam explorar.

A primeira fase do acordo que tem três fases está sendo agora implementada e durará 42 dias, realizando a troca de 33 reféns israelenses por mais de 1.600 prisioneiros palestinos.. Na segunda fase, as forças israelenses serão forçadas a recuar para as fronteiras da Faixa de Gaza, embora, por enquanto, permaneçam dentro dos limites do enclave. Já a terceira fase é sobre a paz permanente e a reconstrução de Gaza.
No entanto, os representantes do gabinete de Netanyahu e da sua coalizão de extrema direita são contra o cessar-fogo, porque eles não estão felizes com o fato de a milícia permanecer intacta e ser potencialmente capaz de continuar governando em Gaza.