Ataque israelense contra hospital deixa pelo menos 7 mortos na Faixa de Gaza
Pelo menos sete pessoas morreram e várias outras ficaram gravemente feridas neste domingo (29) em um ataque israelense ao andar superior do hospital Al Wafa, no centro da cidade de Gaza, informou a defesa civil palestina.

"Sete mártires e vários feridos, incluindo casos críticos, foram resgatados após o ataque israelense ao andar superior do hospital Al Wafa, no centro de Gaza", declarou.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram o ataque ao complexo hospitalar. Segundo o comunicado, agentes do movimento palestino Hamas pertencentes à unidade de defesa aérea Shujaiyeh estavam dentro da unidade, atualmente inativa.
As FDI acrescentaram que o ataque foi realizado com base em informações de inteligência e que o complexo estava sendo "utilizado por terroristas para planejar e realizar atos de terrorismo iminentes contra as forças do Exército israelense".
Tel Aviv também afirmou que foram feitos esforços antes do ataque para "reduzir as chances de danos a civis e instalações civis" e classificou o incidente como mais um exemplo de o Hamas usar a população como "escudos humanos para atos de terrorismo".
O ataque ao hospital Al Wafa ocorreu um dia após as FDI encerrarem uma incursão no hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza. A situação fez com que a unidade fosse totalmente esvaziada, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). O diretor do hospital, Hosam Abu Safiyeh, foi detido e acusado e ser membro do Hamas.
Guerra na Faixa de Gaza
Desde outubro, as operações militares de Israel no território palestino têm se concentrado no norte de Gaza com uma ofensiva terrestre e aérea. O objetivo, segundo o país, é impedir o reagrupamento do Hamas.
No entanto, também foram realizados ataques aéreos e bombardeios em outras áreas de Gaza, que sofre com a guerra há mais de um ano. O cenário no enclave é de total destruição.
Em retaliação, Israel declarou guerra ao Hamas e lançou uma série de bombardeios sobre Gaza, que já causaram mais de 45,5 mil mortes e deixou cerca de 108 mil feridos até o momento.
Rússia, Brasil e outros países pedem que Israel e o Hamas firmem um cessar-fogo e defendem a solução de dois Estados, aprovada pela ONU em 1947, como a única maneira viável de alcançar uma paz duradoura na região.