Contra Selic de 14,75% e inadimplência recorde, empresas transformam balanço em "pulmão financeiro" com soluções ágeis de crédito
Com o mercado de capitais rumo a R$ 1 trilhão e diesel a R$ 7,22, médias empresas aceleram adoção de estruturas próprias de crédito para fugir da seletividade bancária e financiar a própria cadeia
A escalada da taxa básica de juros no Brasil, que atingiu 14,75% ao ano em março de 2026, consolidou um cenário de "asfixia" para o crédito corporativo. Com o sistema bancário tradicional operando sob extrema seletividade e o endividamento das empresas atingindo o recorde de R$ 213 bilhões, médias companhias estão redesenhando suas estratégias. O movimento, batizado de “pulmão financeiro”, utiliza soluções ágeis de crédito para transformar ativos parados em fonte imediata de liquidez e autonomia.
O cenário é agravado pela volatilidade das commodities. O petróleo Brent, acima de US$ 115 devido às tensões no Estreito de Ormuz, elevou o diesel ao patamar histórico de R$ 7,22. No setor logístico, o combustível já consome entre 35% e 40% do faturamento bruto, tornando o crédito reativo um risco à sobrevivência.
De acordo com Thiago Eik, fundador da Bankme, “ao estruturar soluções ágeis de crédito com operação eficiente, a empresa deixa de ser refém do humor global e passa a operar como indutora de crédito da própria cadeia, com controle total sobre risco e margem.”
Enquanto o saldo de crédito bancário para empresas caminha a passos lentos, as soluções estruturadas de crédito ganham protagonismo e já se aproximam da marca de R$ 1 trilhão em volume no Brasil, impulsionadas pela demanda por alternativas mais flexíveis e rápidas. Atualmente, milhares de operações desse tipo estão ativas no país.
A Bankme já gerencia mais de 200 operações que juntas movimentam mais de R$ 1,5 bilhão. A tecnologia da fintech permite que uma média empresa implemente sua estrutura em apenas 3 dias, viabilizando uma estratégia que antes era restrita a grandes corporações.
Além de ampliar a previsibilidade de caixa em um cenário de crédito restrito, as soluções ágeis de crédito com implementação acelerada se consolidam como uma alavanca estratégica para 2026 ao combinar eficiência tributária com otimização de fluxos — especialmente para empresas no regime de Lucro Real —, fortalecimento da cadeia de valor, ao viabilizar o financiamento de fornecedores e clientes com taxas até 30% inferiores às praticadas pelo varejo bancário, e maior segurança patrimonial, por meio de estruturas segregadas e lastreadas em recebíveis, que contribuem para a mitigação de riscos sistêmicos e maior controle financeiro por parte das companhias.
“O crédito não pode mais ser um botão de emergência apertado no auge da crise; ele precisa ser parte da engenharia do negócio”, completa Eik. Com a Selic projetada para encerrar o ano ainda em patamares elevados, o “pulmão financeiro” deixa de ser uma alternativa tática para se consolidar como uma mudança estrutural na soberania financeira do empresário brasileiro.
Sobre a Bankme
A Bankme é uma fintech que apoia médias empresas na superação dos desafios de crédito e gestão de caixa. Por meio da estruturação de Mini Bancos - viabilizados a partir da criação de securitizadoras, as empresas podem antecipar recebíveis, alongar prazos e rentabilizar capital ocioso com maior autonomia, utilizando recursos dos próprios sócios ou de investidores. Em poucos dias, essas organizações passam a operar com maior eficiência financeira, reduzindo custos e criando novas fontes de receita. Atualmente, a Bankme conta com mais de 200 Mini Bancos ativos e possui em seu quadro de investidores a DOMO VC, Apex Partners e Bamboo.