GESTÃO PÚBLICA

Messias tem repasse do FPM bloqueado por pendências com a União

Município alagoano integra lista de 25 cidades brasileiras impedidas de receber recursos federais nesta segunda-feira (20); bloqueio trava verbas para saúde e educação

Por Redação Publicado em 20/04/2026 às 13:02
BR 104

A Prefeitura de Messias, na Região Metropolitana de Maceió, inicia a semana com as contas comprometidas. O município está oficialmente impedido de receber a parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que será creditada nesta segunda-feira, 20 de abril. Messias não está sozinha no cenário de crise: outras 24 cidades brasileiras também tiveram o acesso ao recurso vetado por irregularidades junto ao Tesouro Nacional.

Entenda os Motivos do Bloqueio

De acordo com o Tesouro Nacional, o "trancamento" do cofre ocorre quando a gestão municipal deixa lacunas em obrigações fiscais ou burocráticas. Entre os motivos mais comuns para o bloqueio de cidades brasileiras neste período, destacam-se:

Dívidas Previdenciárias: Falta de recolhimento de contribuições ao INSS ou Pasep.

Inadimplência Fiscal: Débitos inscritos na Dívida Ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Falta de Transparência: Ausência de envio de dados ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).

Nota importante: O bloqueio é temporário. Assim que a prefeitura regularizar a situação e comprovar o pagamento ou o envio de informações, os repasses são normalizados. No entanto, o atraso pode gerar um "efeito dominó" no pagamento de servidores e fornecedores.

O Peso do FPM nas Contas Municipais

O FPM é considerado a "espinha dorsal" das receitas para cidades de pequeno e médio porte. Os valores são fundamentais para a manutenção de serviços básicos, como o funcionamento de postos de saúde e escolas, além de obras de infraestrutura.

O repasse desta segunda-feira corresponde ao segundo decêndio de abril (referente à arrecadação federal entre os dias 1º e 10). Historicamente, este é o menor repasse do mês, representando cerca de 20% do volume total esperado para o período.

Os números do decêndio:

Total Nacional (Bruto): R$ 2,84 bilhões.

Total Nacional (Líquido pós-Fundeb): R$ 2,27 bilhões.

Cota para Alagoas: R$ 50 milhões (rateados entre os municípios liberados).

Fatia de Maceió: R$ 8,7 milhões.

Enquanto a maioria das prefeituras alagoanas planeja o fechamento das contas do mês com o aporte dos R$ 50 milhões destinados ao estado, a gestão de Messias precisará correr contra o tempo para sanar as pendências e garantir que o próximo decêndio chegue ao destino final.