Fifa planeja aumentar premiação da Copa Feminina de 2027 no Brasil
Premiação pode chegar a R$ 1,18 bilhão, superando os R$ 806 milhões de 2023
A Fifa planeja dobrar a premiação da Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, para pelo menos US$ 220 milhões (cerca de R$ 1,18 bilhão), de acordo com o The Athletic, site esportivo do New York Times.
A Copa do Mundo Feminina no Brasil está prevista para ocorrer de 24 de junho a 25 de julho. Serão 32 seleções na disputa do torneio.
A proposta em discussão prevê elevar o prêmio total do torneio para um patamar bem acima do pago em 2023.
Fontes ouvidas pela reportagem do The Athletic estão a par dos números e pediram anonimato por causa da confidencialidade do processo. Estas fontes disseram que o plano também aumenta o valor mínimo garantido a cada jogadora.
Este pagamento mínimo por atleta pode subir de US$ 30 mil (R$ 161,2 mil), em 2023, para US$ 60 mil (R$ 322,4 mil) em 2027.
A Copa Feminina de 2023, na Austrália e na Nova Zelândia, teve US$ 150 milhões (R$ 806 milhões) em compromissos financeiros, com US$ 110 milhões (R$ 591 milhões) destinados ao prêmio e US$ 40 milhões (R$ 214,9 milhões) para preparação e benefícios a clubes.
A Fifa já havia mudado a forma de repasse na última edição do torneio. Em 2023, pela primeira vez, a entidade reservou uma parte dos recursos para ir diretamente às jogadoras, e não apenas às federações nacionais.
Mesmo com o aumento, o valor ainda fica distante do que a entidade já indicou como objetivo.
Em reunião do Conselho da Fifa em Kigali, em março de 2023, o presidente Gianni Infantino afirmou que a Fifa "esperava distribuir premiação igual para o torneio feminino até 2027".
A proposta ainda depende de aval do Conselho da Fifa. A votação está prevista para dezembro, em reunião marcada para Zurique, na Suíça.