Fósseis de crocodilos antigos podem estar nas rochas da Esfinge
Um novo estudo revela a descoberta de uma espécie de crocodilo extinto na formação Mokattam, usada na construção do monumento.
Hoje em dia, a Esfinge é um dos monumentos mais enigmáticos do antigo Egito, e agora os cientistas descobriram que ela pode estar escondendo um segredo ainda maior: fósseis de crocodilos extintos.
Uma equipe de paleontólogos revelou uma nova espécie de predador com 54 milhões de anos nas rochas da formação Mokattam, no norte do Egito, as mesmas que foram usadas na construção da Esfinge, disse seu estudo publicado na revista Royal Society Open Science.
Este antigo crocodilo foi batizado de Herugavialis cairensis, em homenagem ao antigo deus egípcio Heru, que muitos acreditam estar representado na própria Esfinge.
Herugavialis é um membro da família Gavialidae, um grupo de crocodilos caracterizados por focinhos longos e finos. O crânio fossilizado está sem a ponta do focinho, assim como a Esfinge, notoriamente, está sem o nariz.
"Dada essa coincidência com o famoso nariz desaparecido da Grande Esfinge, decidimos nomear o novo crocodilo em homenagem ao deus egípcio Heru, que possivelmente foi a inspiração para este monumento icônico", comentou à mídia britânica o professor Philip Mannion, da University College London.
Atualmente, existem apenas duas espécies vivas da família Gavialidae, encontradas em ambientes de água doce em todo o subcontinente indiano e no Sudeste Asiático.
Embora os gaviais (crocodilos de focinho longo e fino) tenham desaparecido do Mediterrâneo, os registros fósseis mostram que esses caçadores aquáticos já habitaram quase todo o globo por mais de 100 milhões de anos.