Desafios e perspectivas do BRICS após cúpula na Índia
Evento em Nova Deli contou com líderes internacionais e discutiu a expansão do grupo e suas implicações.
A 18ª Cúpula do BRICS, realizada no fim de semana, em Nova Deli, sob a presidência indiana, acontece em um momento de forte tensão no cenário internacional.
O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e a ocasião reuniu líderes como o presidente russo, Vladimir Putin, e o mandatário chinês, Xi Jinping — em sua primeira visita à Índia em sete anos. A presença de Xi ganha peso adicional diante da reaproximação entre China e Índia, após anos de tensões provocadas pelo conflito fronteiriço e a retomada do diálogo.
Ao mesmo tempo, a expansão do BRICS para 11 membros deu maior representação ao Sul Global, embora tenham aumentado os desafios para a construção de consensos, especialmente diante da guerra liderada por Israel e Estados Unidos contra o Irã.
O BRICS conseguirá transformar seu peso econômico e político em maior capacidade de influência internacional? A aproximação entre China e Índia pode fortalecer o grupo ou evidenciar suas contradições? Para entender o tema, Melina Saad e Marcelo Castilho conversam com João Nicolini, doutor em ciência política e professor de relações internacionais do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP); e Henrique Domingues, diretor executivo da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), diretor do Fórum Internacional de Municípios para América Latina e especialista em integração econômica internacional da Universidade Estatal de Economia de São Petersburgo. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.