CIÊNCIA

Descoberta de sementes de flor endêmica remonta a civilização hitita na Turquia

Sementes de 4.000 anos foram encontradas em sítio arqueológico na região central da Turquia.

Por Sputnik Brasil Publicado em 10/09/2026 às 12:55
Sementes da flor endêmica Sevgi Cicegi, descoberta em sítio hitita na Turquia. © Foto / Ministério da Cultura e do Turismo da República da Turquia.

Em um recipiente de 4.000 anos, encontrado no sítio arqueológico hitita na região central da Turquia, foram achadas sementes antigas de uma delicadeza notável, escreve o portal Arkeonews.

A reportagem destaca que as sementes foram identificadas como sendo da Sevgi Cicegi, uma flor endêmica que ainda hoje cresce no distrito de Golbası, em Ancara.

Segundo a matéria, a descoberta foi descrita como os vestígios mais antigos conhecidos no mundo da espécie Centaurea tchihatcheffii, uma flor que atualmente se restringe a uma área nos arredores de Golbası, o mesmo distrito onde Kulhoyuk preservou milhares de anos de ocupação humana.

"O que torna a descoberta impressionante, portanto, não é simplesmente a idade das sementes. A planta, que hoje é considerada uma das espécies endêmicas mais características e vulneráveis de Ancara, parece ter crescido na paisagem habitada pelas comunidades de Kulhoyuk há cerca de quatro milênios", ressalta a publicação.

Além disso, na tradição hitita, as plantas e a renovação sazonal estavam profundamente ligadas à vida ritual. Um importante festival de primavera, por exemplo, tinha o nome derivado de uma planta e podia durar semanas.

O assentamento era um centro estratégico, com imponentes fortificações, arquitetura monumental e evidências de laços militares e comerciais por toda a Anatólia na Idade do Bronze Tardia, observa o texto.

A flor, uma espécie anual que apresenta flores em tons vivos de vermelho, rosa e roxo, está altamente localizada atualmente e é alvo de esforços de conservação, tais como o monitoramento populacional e a proteção do habitat.

Essa descoberta amplia a história da flor por milhares de anos, conectando uma planta endêmica moderna à mesma paisagem da Anatólia Central habitada durante a era hitita, conclui a reportagem.