CONQUISTA INÉDITA

Com capitã alagoana, Brasil conquista duplo ouro histórico no Mundial de Ginástica Rítmica

Lideradas por Maria Eduarda Arakaki, as "Leoas" alcançam notas recordes, superam campeãs olímpicas na Alemanha e sobem ao topo do pódio nas cinco bolas e na série mista

Por Redação Publicado em 17/08/2026 às 09:25
Com capitã alagoana, Brasil conquista duplo ouro histórico no Mundial de Ginástica Rítmica Assessoria

A ginástica rítmica brasileira viveu um domingo (16) histórico no Campeonato Mundial da modalidade, realizado em Frankfurt, na Alemanha. Em um desempenho impecável, a seleção brasileira conquistou duas medalhas de ouro inéditas para o país e para o continente americano, superando potências tradicionais e campeãs olímpicas.

No comando da equipe em um dos momentos mais importantes do esporte nacional está a alagoana Maria Eduarda Arakaki. Como capitã, ela liderou as chamadas "Leoas" ao topo do pódio em duas finais seguidas no mesmo dia, consolidando uma trajetória de evolução constante no cenário internacional.

Quebra de recordes e domínio no tablado

A primeira vitória veio na prova de cinco bolas. Ao som de Feeling Good, de Michael Bublé, o conjunto brasileiro cravou uma apresentação sem erros e obteve a nota 29.450 — superando a marca de 29.250 estabelecida pela própria equipe no Pan-Americano do Rio de Janeiro e registrando a maior pontuação do mundo na temporada. Na decisão, o Brasil deixou para trás a China, que ficou com a prata (28.900), e a Bulgária, que levou o bronze (28.400).

Poucas horas depois, a equipe voltou ao ginásio para a final da série mista (três arcos e duas maças). Embaladas pela canção Abracadabra, de Lady Gaga, as ginastas repetiram a pontuação de 29.450 pontos para assegurar o segundo ouro. A Espanha ficou com a prata (29.050) e a Bulgária levou novamente o bronze (28.750).

Liderança nacional e trabalho de longo prazo

Além da capitã Maria Eduarda Arakaki (AL), o conjunto é formado por Nicole Pírcio (SP), Sofia Madeira (ES), Julia Kurunczi (PR), Mariana Gonçalves (PR) e Maria Paula Caminha (AM). Das seis ginastas, cinco vão ao tablado a cada apresentação, enquanto uma atua como reserva.

O feito em Frankfurt marca uma reviravolta histórica. A técnica Camila Ferezin lembrou que a seleção brasileira já ocupou a 26ª colocação no ranking mundial antes de estruturar o trabalho que resultou nos dois títulos.

“Nós aprendemos a acreditar que era possível. Primeiro, sonhamos em estar entre as melhores. Depois, começamos a competir de igual para igual com elas. E hoje estamos no lugar mais alto”, celebrou Ferezin em declaração à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).