CIÊNCIA

Buraco negro emite energia a 300 mil anos-luz, aponta pesquisa

Estudo revela que emissões do quasar H1821+643 superam estimativas anteriores em 100 vezes.

Por Sputnik Brasil Publicado em 17/08/2026 às 08:17
Estudo revela que buraco negro no quasar H1821+643 emite energia a 300 mil anos-luz da Terra. © Foto / Observatório Europeu do Sul / M. Kornmesser

O buraco negro supermassivo no quasar H1821+643 emite energia a uma distância três vezes o diâmetro da Via Láctea.

O estudo descobriu que a potência das emissões é cerca de 100 vezes maior do que as estimativas anteriores e comparável à energia de vários bilhões de supernovas, detalha o portal Space.com.

Buracos negros supermassivos são conhecidos por sua capacidade de atrair matéria. No entanto, novas pesquisas mostraram que eles também emitem enormes quantidades de energia. Descobriu-se que os ventos gerados por um buraco negro ativo eram cerca de 100 vezes mais poderosos do que os astrônomos supunham anteriormente.

O estudo foi conduzido por Satoshi Yamada da Universidade de Tohoku, no Japão. O cientista e seus colegas observaram o quasar H1821+643 na constelação do Dragão. Os resultados do estudo foram publicados na Nature Astronomy.

Este objeto está localizado a cerca de 3,4 bilhões de anos-luz da Terra, e a galáxia do quasar contém um buraco negro supermassivo ativo. Cientistas estimam que ele tenha de 3 bilhões a 4 bilhões de vezes a massa do Sol.

Os pesquisadores usaram o satélite de raios X XRISM, lançado pela Agência Espacial Japonesa em 2023. Especialistas monitoraram a assinatura química de átomos de ferro ionizados no gás quente circundante. Eles estudaram como a luz desses íons se estica e se expande, determinando assim a velocidade e o grau de turbulência do gás.

Observações mostraram que a turbulência é causada pela energia emitida por um quasar. O seu impacto estende-se a uma distância de cerca de 300.000 anos-luz do buraco negro. Trata-se do triplo do diâmetro da Via Láctea.

A descoberta de cientistas japoneses pode mudar a percepção dos efeitos dos buracos negros no meio ambiente, e os pesquisadores continuarão a estudar esse fenômeno. Novos dados ajudarão a compreender melhor a evolução das galáxias.


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