Jeff Bezos e Eduardo Saverin adquirem participação no Liverpool
Consórcio 1892 Holdings compra 30% do clube por R$ 11,6 bilhões.
O Liverpool, da Inglaterra, oficializou a venda de 30% de suas ações para a 1892 Holdings, um consórcio liderado e administrado pelo empresário britânico Amit Bhatia e com a participação de Jeff Bezos, CEO da Amazon, e Eduardo Saverin, cofundador brasileiro do Facebook.
O negócio avaliou o clube 20 vezes inglês campeão em 5,5 bilhões de libras (R$ 38,9 bilhões, na cotação atual). Por 30% das participações, o grupo pagou 1,65 bilhão de libras (R$ 11,6 bilhões).
Além de Amit Bhatia, o consórcio é formado pela Mittal Family Trusts; pela K5 Sports, fundo da gestora K5 Global e que tem Jeff Bezos como principal investidor, e pela EE Capital, o escritório familiar de Elaine e Eduardo Saverin, cofundador brasileiro do Facebook.
O acionista majoritário do Liverpool continua sendo Fenway Sports Group (FSG) , empresa global de esportes, mídia, entretenimento e imóveis. O grupo roubou o clube em 2010 por 300 milhões de libras (cerca de R$ 800 milhões na época).
Desde então, o time venceu duas Premier Leagues (2019/20 e 2024/25) e a Champions League de 2018/19. O FSG também é dono do Boston Red Sox, da liga americana de basebol (MLB).
O fechamento da transação ainda está sujeito a aprovações regulatórias e outras condições habituais, mas tende a ser direcionado. Isso envolve um teste de idoneidade para proprietários e diretores da Premier League e pode levar até 90 dias .
"Estamos extremamente orgulhosos de investir no Liverpool e de fazer isso ao lado da FSG. Temos o maior respeito e admiração pela FSG como proprietários e por tudo o que ela conquistou em Anfield. Ser recebidos como parceiro em um clube dessa estatura é uma grande privilégio. Estamos fazendo esse investimento porque pensamos profundamente no Liverpool e em sua liderança, e esperamos apoiar o sucesso contínuo do clube nos próximos anos", falou Amit Bhatia, líder da 1892 Holdings, que faz referência ao ano de fundação do Liverpool.
Segundo o The Times , Bhatia estaria em posição de liderança para adquirir uma participação maior caso a FSG desejasse vender mais ações do clube no futuro.
Não é o primeiro negócio de Bhatia no futebol. O empresário britânico de origem indiana era um dos acionistas do Queens Park Rangers, da segunda divisão inglesa, até mês passado, após ter ingressado no clube em 2007 .
Liverpool buscou investimento por crise? Longe disso
A venda de 30% das participações do Liverpool não se deu por uma crise. O clube teve receita recorde de 703 milhões de libras (R$ 4,97 bilhões) no último período contábil. Nos últimos 14 meses, foram gastos 550 milhões (R$ 3,89 bilhões) em transferências.
“O Liverpool sempre foi construído pensando de uma temporada e tomando decisões com os interesses de longo prazo do clube em mente”, disse o presidente da FSG, Mike Gordon.
"Essa abordagem continua atraindo o interesse de investidores e líderes empresariais respeitados em todo o mundo. Ao considerarmos essa oportunidade, ficou claro que Amit e o consórcio compartilharam nossa filosofia de longo prazo e nosso preço pelo que torna o Liverpool especial", completou.
Aumentar o faturamento, porém, permite que o clube possa gastar ainda mais. A Premier League impõe regras sobre o custo do elenco, como a limitação dos gastos a 85% das receitas, o chamado fair-play financeiro. Já a Uefa coloca um teto de 70% .