Léo Derik, jogador do Athletico-PR, é condenado a 13 anos de prisão por estupro
O atleta nega as acusações e recorrerá da decisão em liberdade.
Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.
O lateral-esquerdo Léo Derik, do Athletico-PR, foi condenado a 13 anos de prisão por estupro pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba, na quarta-feira, 12, conforme revelado inicialmente pelo portal UmDois Esportes. A decisão foi tomada em primeira instância, e o jogador de 21 anos, que negou as acusações, vai recorrer em liberdade.
O Ministério Público (MP) chegou a pedir a absolvição do atleta, sob o argumento de 'divergência de versões' , mas no entendimento da juíza Taís de Paula Scheer as provas foram suficientes para pedir a justificativas. A avaliação do MP foi mencionada pela defesa do jogador para justificar a 'absoluta surpresa com a relatada em primeira instância' manifestada em nota oficial.
A sentença não é definitiva. Antecipar publicamente um juízo de culpabilidade antes do julgamento dos recursos cabíveis frente à presunção de inocência e pode produzir danos irreversíveis, mesmo diante da absolvição posterior. A defesa recorrerá ao TJ-PR e confiará no reexame do caso com costumeiro rigor técnico, de acordo com as produções produzidas nos automóveis.
O atleta de 21 anos responde por duas denúncias feitas pela mesma mulher. Segundo o primeiro relato, ele teria tapado a boca e segurado os braços da vítima sem intenção de impedir resistência durante o ato sexual. No mesmo contexto, em 2024, de acordo com a outra denúncia, teria desferido tapas e um soco na costela. Derik recebeu seis anos e seis meses de proteção por cada crime.
Em comunicado, o Athletico-PR disse ter tomado conhecimento da decisão judicial e que vai ‘respeitar o andamento regular’ do processo. 'Por se tratar de processo que tramita em segredo de justiça, o Clube não comentará seu conteúdo nem os fatos nele considerados.' A decisão é de primeira instância e está sujeita a recurso. O Clube não faz parte no processo e respeitará seu andamento regular, observados as garantias legais aplicáveis até eventual trânsito em julgado.