ESPORTE

Omar Artan celebra estreia na Supercopa da Uefa após deportação nos EUA

Árbitro somali destaca realização após não ter participado da Copa do Mundo

Por Estadao Conteudo Publicado em 13/08/2026 às 18:49
O árbitro Omar Artan, ao centro AP/Mosa'ab Elshamy, Arquivo.

Um dia após se tornar o primeiro não europeu a apitar a Supercopa da Uefa, o somali Omar Artan celebrou o feito fazendo menção à Copa do Mundo. Escalado para o Mundial, ele foi deportado nos Estados Unidos e não pôde participar do torneio.

"Foi minha Copa do Mundo", escreveu Artan, junto do uniforme oficial do torneio, os cartões vermelho e amarelo e a medalha que recebeu diretamente de Aleksander Ceferin, presidente da Uefa.

A nomeação de Artan para a partida, vencida pelo PSG sobre o Aston Villa, foi feita poucos dias após a deportação. A Uefa não relacionou o fato com o que aconteceu nos Estados Unidos, mas justificou com o acordo de cooperação que mantém com a Confederação Africana de Futebol (CAF).

O movimento, porém, não deixa de ser uma sutil oposição à Fifa. Na época em que Artan foi deportado, o presidente Gianni Infantino disse que a entidade nada podia fazer diante da soberania de cada país. A Uefa já antagonizava com o ítalo-suíço, algo que se agravou após o Mundial, com a proposta comercial que ele apresentou e, posteriormente, retirou.

Artan, ainda antes da Supercopa, admitiu o baque com o impedimento de apitar na Copa. "Foi um período muito difícil", disse ao site da Uefa. "Muitas pessoas têm compaixão por mim, porque, quando alguém trabalha muitos anos e deveria fazer algo, e de repente não consegue, é muito desafiador. Agradeço muito o apoio que recebi em todo o mundo; sou muito grato", completou.

O juiz foi incorporado ao quadro da Fifa em 2018 e se tornou o primeiro somali a apitar na Copa Africana de Nações em 2024. Após ter sido barrado no Mundial, Artan voltou a trabalhar em jogos na Somália e atuou na decisão do título da Premier League do Kuwait.