ESPORTE

Conmebol reage a recuo da Fifa e reafirma respeito à governança

Confederação sul-americana celebra desistência de proposta polêmica de Gianni Infantino.

Por Estadao Conteudo Publicado em 06/08/2026 às 14:17
Conmebol

A última entidade do planeta se manifestou sobre o projeto polêmico de Gianni Infantino de criar um plano comercial na Fifa com investidores privados, sob a justificativa que tinha de avaliar as propostas, a Conmebol voltou a se manifestar nesta quinta-feira e mostrou-se as medidas extremas anunciadas pela Uefa, ao comemorar a desistência do dirigente em seguir com a proposta que nasceu fracassada. A Confederação Sul-Americana destacou a “preocupação (da Fifa) pelas reiteradas ações unilaterais” e afirmou que “deve-se manter o respeito à governança” .

“Ante os acontecimentos que afetaram a família do futebol, o Conselho da Conmebol, reunido na data, comemora a decisão da Fifa de retirar a proposta do FIFA FORWARD ENTERPRISE”, divulgou a entidade sul-americana.

A Conmebol aprovou uma volta atrás de Infantino para transmitir um voto de confiança à Fifa, que se tornou grande rival da Uefa, disposta a tudo para destituir seu presidente por causa do plano mal sucedido. De acordo com a entidade sul-americana, "tal medida expressa de maneira unânime a preocupação pelas ações reiteradas unilaterais obrigações sem recorrer ao diálogo ou aos mecanismos institucionais previstos para o tratamento deste tipo de situação."

"Por questão de dias, o futebol passou a ocupar o centro de atenção mundial para a realização de um evento esportivo extraordinário para concentrar o debate público em assuntos vinculados ao seu governo. Nos últimos anos, a Fifa impulsionou uma profunda reforma de seus Estatutos com o propósito de fortalecer a institucionalidade, a transparência e o bom governo, estabelecendo procedimentos claros e mecanismos específicos para resolver as controvérsias que poderiam suscitar dentro da família do futebol, garantindo o devido processo e o respeito pelas normas que rigorosamente nossa organização."

Diferentemente de outras entidades, como a Uefa, na guerra declarada contra Infantino, a Conmebol é mais comedida no assunto e vai na linha de que o retorno da Fifa é uma prova de respeito para com todos os envolvidos no mundo da bola.

"Este marco institucional constitui uma garantia para todos. Por isso, quem tem a responsabilidade de conduzir nossas organizações deve privilegiar sempre o diálogo, o respeito às normas e a troca construtiva", seguiu. "Quando esses princípios se deixam de lado, perdemos o futebol e perdemos todos. E o futebol é de todos", destacou.

Ainda na visão da Confederação Sul-Americana, o futuro do futebol só poderá ser construído com base no respeito à institucionalidade, à governança e aos procedimentos democráticos que representam as 211 Associações Membro da Fifa. Com essa sugestão, mostrou-se isenta no boicote a Infantino proposto por outros entidades.

"A Conmebol não acompanhará nenhuma atuação ou procedimento que desconheça ou se aparte de seus mecanismos institucionais. O Conselho da Conmebol fez um chamado para preservar a unidade da família do futebol, atuar com responsabilidade institucional, fortalecer o diálogo e respeitar plenamente os mecanismos de governança. Porque, por mais de qualquer diferença, primeiro está o futebol."