Cientistas chineses apresentam evidências de glueball
Descoberta de uma partícula hipotética pode revolucionar o entendimento da matéria.
Um grupo de cientistas que trabalha no colisor de elétrons e pósitrons chineses obteve as provas mais convincentes até os dados da existência de Glueball – uma hipotética "partícula da força", segundo um comunicado da Academia Chinesa de Ciências.
Glueball é uma partícula feita especificamente de glúons unidos. Ao contrário das partículas comuns compostas de quarks, o Glueball é previsto pela teoria, mas nunca foi observado de forma conclusiva, escreve ChinaDaily.
Os dados físicos da colaboração BESIII forneceram novas evidências de que a partícula X (2370), descoberta em 2011, pode ser um Glueball – um objeto raro que não consiste em quarks, mas em glúons, portadores de interação forte.
O estudo da partícula durou cerca de 15 anos. Os cientistas estabeleceram que suas principais características são específicas a um Glueball pseudoescalar com números quânticos de spin e paridade 0⁻⁺, diz a comunicação.
Ao contrário das partículas convencionais, como prótons e mésons, que são compostos de quarks, as bolas de cola devem ser formadas exclusivamente a partir de glúons.
Os Glueballs foram previstos pela cromodinâmica quântica, uma teoria que descreve as interações fortes. A busca experimental por Glueballs vem acontecendo há cerca de meio século e continua sendo uma das principais tarefas não resolvidas da física moderna. A descoberta pode confirmar a existência de um novo tipo de matéria: partículas expostas pelos próprios da interação fundamental.
A Colaboração Internacional BESIII reúne cerca de 700 cientistas de cerca de 96 organizações de investigação em 15 países.
Por Sputinik Brasil