Romário critica penhora de salário e fala em impacto irreversível
Senador alega que retenção compromete sua sobrevivência e recorre da decisão judicial.
O ex-jogador e senador Romário (PL-RJ) recorreu de uma decisão da Justiça de São Paulo que determinava uma penhora de 30% do salário que recebe no Legislativo. Romário afirma que a medida provoca um “impacto material irreversível”.
Com um salário bruto de R$ 46.366,19 no Senado, a decisão deve reter cerca de R$ 10 mil (considerando o salário líquido) até que uma dívida de R$ 34,4 mil do senador com o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, seja quitado.
A defesa de Romário sustenta que a pena de salário é ilegal e que os valores são essenciais para a sua "própria sobrevivência rotineira".
Relator do processo, o juiz Vitor Kümpel afirmou que não há elementos que demonstrem risco de dano e manteve a penhora até o julgamento definitivo do recurso.
Em setembro de 2013, Romário criticou os ex-presidentes da CBF José Maria Marin e Marco Polo del Nero - este último era o favorito na época para vencer a eleição para a entidade. Del Nero foi presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e foi eleito sem enfrentar adversários.
"A CBF tem um presidente que é ladrão de medalha, ladrão de luz e ladrão de terreno. Esse cara deveria pegar no mínimo 100 anos de cadeia . E o pior é que pelo que eu estou vendendo por aí, se as coisas não mudamem no Brasil, a gente vai ter um novo presidente da CBF - que está nesse grupo, que também tem que pagar 100 anos de cadeia que é o chamado senhor Marco Polo del Nero", disse Romário na ocasião.
Romário foi condenado à época a pagar uma indenização de R$ 20 mil reais por ofender a honra de Del Nero.