ESPORTE

Joseph Blatter apoia Lise Klaveness como nova líder da Fifa

Ex-presidente critica gestão de Gianni Infantino e defende mais mulheres no futebol.

Por Estadao Conteudo Publicado em 04/08/2026 às 15:30
Joseph Blatter Reprodução

O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter , recorreu às redes sociais para apontar um nome com potencial de substituir a gestão de Gianni Infantino , que vem sendo bastante contestado após o fracasso de seu projeto de investimento privado em competições da entidade que comandava o futebol no mundo.

" Lise Klaveness merece o maior respeito. Ela foi a única que sempre conseguiu uma posição clara e não avançou a corrente dominante. E, na Fifa, chegou o momento de uma mulher assumir a liderança", afirmou o ex-dirigente em postagem no X (antigo Twitter).

Nome de relevância em seu país, ela é uma ex-jogadora da seleção norueguesa e um caso raríssimo de liderança feminina no futebol mundial. Presidir uma federação norueguesa de futebol e ter um sólido histórico de trabalho no desenvolvimento do esporte em seu país.

Joseph Blatter se juntou aos críticos da Fifa Forward Enterprise (FFE) , proposta de Gianni Infantino para captar investimento privado na entidade máxima do futebol. O ex-presidente da instituição já havia publicado uma mensagem contra o plano em suas redes sociais.

"A Fifa não é um fundo de private equity. É uma associação com estatutos, regulamentos e uma responsabilidade fiduciária de proteger o jogo global. Se você vender as joias da coroa do futebol para investidores privados, você também vende parte do jogo - especialmente sua alma. O dinheiro importante, mas nunca deve se tornar tudo", escreveu Blatter, que hoje se intitula "filósofo do futebol".

A proximidade de Infantino com Donald Trump também foi alvo das críticas de Blatter. “A estreita relação entre o Presidente da Fifa e o Presidente dos Estados Unidos alcançou uma dimensão financeira que é profundamente prejudicial ao futebol. Ninguém tem o direito de vender o nosso jogo”, falou.

O projeto de Infantino fracassou depois da Uefa liderar uma onda de críticas ao presidente, citando falta de transparência do processo e o temor de que o futebol fique à mercê da ganância de investidores do mercado financeiro. A federação europeia ameaçou boicotar as principais competições da entidade caso a proposta fosse apresentada e, agora, trabalha pela saída do dirigente ítalo-suíço do cargo. Países como Inglaterra, País de Gales e Sérvia retiraram o apoio ao dirigente na sua campanha de reeleição.