Santos empata sem gols com Remo na Copa do Brasil e gera expectativa para o jogo de volta
No primeiro jogo das oitavas de final, time da Vila Belmiro teve gol anulado e pressionou, mas não conseguiu marcar.
A cabeçada subiu, os calcanhares parou na marcação, os cruzamentos que viraram chute com curva foi defendido pelo goleiro, as arrancadas terminaram com a bola perdida e a bola batida no escanteio fez curva por fora para anulação do gol do quebra. No dia de pouco brilho do astro Neymar na Vila Belmiro, o Santos amargou um frustrante empate sem gols com o Remo no duelo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O resultado poderia ser positivo se o gol de Gabigol valesse ou se as bolas na travessão fossem no alvo.
As equipes definem a vaga às quartas na terça-feira, no Mangueirão. E o entristecido torcedor santista tem bons motivos para confiar na vaga. Na fase anterior da Copa do Brasil, o time também ficou no 0 a 0 na Vila Belmiro e despachou o Coritiba, no Couto Pereira, com 2 a 0. Levando em consideração o rival, vem à lembrança a edição de 2010, ainda pela segunda rodada, quanto o time foi a Belém e goleou por 4 a 0, com dois de Neymar, avançando direto.
A questão é se o astro não será um duelo de volta, como planejado por Cuca. O tempo viaja para Belém na segunda-feira, data na qual está agendado o leilão do Instituto Projeto Neymar Jr., no Suhai Music, à noite, em São Paulo, e no qual o astro esteve presente nas cinco edições anteriores. É possível que ele viaje sozinho, na terça-feira.
PRIMEIRO TEMPO COM DUAS BOLAS NO TRAVESSÃO E COM REMO OUSADO
Invicto no histórico contra o Remo, com nove vitórias em 10 confrontos, o Santos entrou em campo na Vila Belmiro com uma troca de última hora. Gabriel Menino acusou dores musculares e acabou ficando somente na reserva, com Igor Vinícius se recuperando da vaga titular.
Do mais, Cuca cumpriu o planejado e apostou no quarteto ofensivo com Barreal, Rolheiser, o artilheiro Gabigol, e o astro Neymar, na missão de quebrar a retranca do Remo rápido para buscar comoda vantagem de gols.
O Remo, por outro lado, prometia dificultar as ações santistas como fez nos embates com o Bahia na fase anterior (ganhou os dois jogos). Embalado por quatro triunfos nos últimos oito jogos, a equipe do Pará queria surpreender na velocidade.
A bola rolou e as equipes logo mostraram que seriam avançadas. O Santos por obrigações e o Remo por ousadia. Com menos de cinco minutos, Neymar já estava se contorcendo de dores no chão após levar um pisão. Esperança da torcida, transmissão de orientação às arquibancadas e aos companheiros.
Ainda mancando, o astro viu Barreal acertar a travessão após desvio do goleiro. Perigo de um lado, oportunidade de ouro do outro. Jajá soltou a bomba e obrigou Brazão a trabalhar pela primeira vez em começo de jogo visual e com emoção.
O Remo adiantou as linhas e começou a dar trabalho ao Santos. A torcida, vendo seu time acuado, começou a vaiar para tentar desestabilizar o visitante e, também, sacudiu seus ídolos em campo que pouco tocavam na bola diante do bom trabalho do time de Léo Condé.
Quando conseguiu ultrapassar o meio-campo, teve um escanteio que resultou em "uh" da torcida. Neymar cobrou, Veríssimo desviou de cabeça e a bola tocou no travessão. Gabigol ainda passou perto da bola e não conseguiu desviá-la para as redes.
Em etapa na qual passou quase despercebido, errando muitos passes e dribles e com lentidão nas tentativas de arrancadas, Neymar não conseguiu se dar bem nem no pedido de expulsão de Zé Ricardo por cotovelada em João Ananias. O intervalo sem gols veio após o astro dar passes para Escobar e Barreal não conseguirem abrir o marcador.
SANTOS TEM GOL ANULADO NA SEGUNDA ETAPA E AMARGA IGUUALDADE
Inconformado com o 0 a 0, Cuca voltou com trocas de descanso. Caballero na vaga de Rolheiser por opção técnica e com Gabriel Menino após Igor Vinícius acusar uma lesão. O diferencial foi a postura ainda mais ofensiva, com a busca pelo gol desde o recomeço do debate. O então ousado Remo foi todo retraído.
A torcida aumentou o volume sem apoio, enquanto Cuca cobrava mais calma. O Santos tratava bem a bola. Faltava o capricho na hora de balançar as redes. Gabigol mandou nas alturas uma preciosa chance.
Assim como uma torcida, Neymar começou a perder a paciência. Reclamava com o julgado após levar entrada mais brusca de Marllon e chegou a cobrar o zagueiro, que o esnobou, virando de costas.
O gol saiu logo depois, com a dupla de astros, mas não valeu. Neymar cobrou escanteio e Gabigol concluíram, mesmo pegando errado e sem força na bola. O VAR anulou o lance, pois a bola fez a curva por fora do campo. Mesmo em termos de melhora visível, o Santos viu o Remo assustar nas batidas de longa distância de Pikachu e Alef Manga. No fim, nada de gols e decisão indefinida em dia com três jogos com placares zerados.
FICHA TÉCNICA
SANTOS 0 X 0 REMO
SANTOS – Gabriel Brazão; Igor Vinícius (Gabriel Menino), Lucas Veríssimo (Adônis Frías), João Ananias e Escobar; Oliva, Gabriel Bontempo, Barreal (Rony) e Rolheiser (Caballero); Neymar e Gabigol (Thaciano). Técnico: Cuca.
REMO – Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Matheus Felipe e Mayk; Picco (Edson), Zé Welison, Zé Ricardo (Vitor Bueno) e Yago Pikachu (Matheus Alexandre); Jajá e Alef Manga (Gabriel Taliari). Técnico: Léo Condé.
CARTÕES AMARELOS - Rolheirer, Escobar e Neymar (Santos); Alef Manga, Edson, Zé Ricardo e Matheus Felipe (Remo).
ÁRBITRO – Bruno Arleu de Araújo (RJ).
RENDA - R$ 832.156,25
PÚBLICO - 12.820 presentes.
LOCAL - Vila Belmiro, em Santos.