Líderes italianos homenageiam Franco Baresi e destacam sua dedicação ao futebol
Ídolo do Milan faleceu aos 66 anos, cerca de um ano após retirar nódulo pulmonar
A morte de Franco Baresi, um dos maiores zagueiros da história do futebol mundial e eterno capitão do Milan, provocou nesta sexta-feira (31) uma onda de homenagens de autoridades italianas, que destacaram a trajetória do ex-craque da seleção italiana como um símbolo de lealdade, profissionalismo e dedicação ao esporte.
A primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que a Itália perde "não apenas um dos maiores campeões de sua história esportiva, mas também um exemplo de lealdade, profissionalismo e dedicação".
Em mensagem publicada nas redes sociais, ela ressaltou que Baresi defendeu "as mesmas cores durante toda a sua carreira, tratando a lealdade como um valor fundamental e a braçadeira de capitão como uma responsabilidade".
"Ele demonstrou que é possível tornar-se uma lenda sem jamais deixar de ser um exemplo, tanto dentro quanto fora de campo", acrescentou a premiê italiana, manifestando condolências à família, aos torcedores e a todos os que o admiravam.
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, definiu Baresi como "uma superestrela dentro e fora de campo" e "um eterno ícone rossonero". Segundo ele, o ex-zagueiro permanecerá como "um patrimônio do futebol italiano" e um exemplo para as novas gerações.
Já o líder da Liga, Matteo Salvini, também vice-premiê, publicou uma homenagem emocionada, classificando Baresi como "um dos maiores defensores de todos os tempos" e "o verdadeiro Milan".
Na mensagem, o ministro de Infraestrutura da Itália destacou que o lendário camisa 6 continuará sendo um símbolo eterno do clube e do futebol italiano.
O ministro italiano do Esporte, Andrea Abodi, definiu Baresi como um atleta e homem exemplar, agradecendo também por sua participação como condutor da tocha dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. Segundo ele, seu legado continuará vivo por meio dos valores que representou dentro e fora dos gramados.
Também pelas redes sociais, o líder do Movimento 5 Estrelas (M5S), Giuseppe Conte, classificou Baresi como "um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos" e afirmou que o ex-capitão deixará uma lembrança permanente entre os torcedores, que acompanharam suas atuações defensivas e suas "arrancadas épicas". "Prestamos nossa solidariedade aos seus entes queridos neste momento de dor", escreveu ele.
O presidente do Senado, Ignazio La Russa, destacou que o futebol italiano perde "uma de suas maiores lendas" e afirmou que Baresi "personificou talento, lealdade e devoção à camisa" do Milan e da seleção italiana, apresentando condolências em nome do Senado da República.
Já o presidente da Câmara dos Deputados, Lorenzo Fontana, disse estar profundamente entristecido com a morte do ex-jogador, lembrando que sua trajetória foi marcada pela paixão e pela dedicação absoluta ao clube.
Para Fontana, o estilo e os valores representados por Baresi permanecerão vivos na memória dos cidadãos do Belpaese: "Ele foi uma das maiores figuras do futebol italiano".
Em Milão, o prefeito Giuseppe Sala falou em nome da cidade ao lamentar a perda de "um símbolo de dedicação e lealdade que engrandeceu Milão e a Itália no cenário mundial". De acordo com ele, Baresi foi muito mais do que um ícone do Milan e será lembrado para sempre pelo clube e por seus torcedores.
Emblemático capitão do Milan nas décadas de 1980 e 1990, Baresi morreu aos 66 anos. Pelo clube italiano, conquistou três títulos da Liga dos Campeões e seis campeonatos nacionais.
O Milan não revelou a causa da morte, mas o ex-jogador havia sido submetido, em agosto de 2025, a uma cirurgia para a retirada de um nódulo pulmonar.