FUTEBOL

Cartola confirma retorno de Mancini à Itália e veto a Pirlo

'Tempo estava se esgotando', disse Giovanni Malagò

Por Redação ANSA Publicado em 28/07/2026 às 15:14
Roberto Mancini está de volta à seleção italiana depois de três anos ANSA

O presidente da Federação Italiana de Futebol (Figc), Giovanni Malagò, confirmou nesta terça-feira (28) a contratação de Roberto Mancini, 61 anos, como novo treinador da seleção do país.

A decisão coloca um ponto final na novela da escolha do próximo técnico da Azzurra, que vive a maior crise de sua história e não disputa uma Copa do Mundo desde 2014, no Brasil.

"O tempo estava se esgotando, e eu avaliei que a pessoa certa para ser o treinador era Roberto Mancini", disse Malagò após deixar uma reunião da Figc em Roma, confirmando a informação antecipada pela ANSA.

O cartola também anunciou Claudio Ranieri, um dos mais experientes treinadores do futebol italiano, como diretor técnico da seleção, no lugar de Paolo Maldini, que se demitiu após a Figc vetar a contratação de Andrea Pirlo.

"Eu precisava de alguém com quem compartilhar a decisão do treinador, porque sem essa pessoa, meu raciocínio não teria sentido. Eu precisava de alguém para assumir a direção técnica, e a pessoa com quem compartilhei essas decisões foi Claudio Ranieri, que há poucos minutos me garantiu seu compromisso e está vindo da Calábria", declarou.

Eleito em junho para chefiar a Figc, Malagò, dirigente olímpico de sucesso na Itália, havia designado Maldini e o ex-meia brasileiro Leonardo para liderar o processo de escolha do novo técnico, porém ambos renunciaram após o fracasso na contratação de Pirlo.

O ex-craque do Milan e da Juventus, atual treinador do Dubai United, era o nome favorito de Maldini e Leonardo depois das negativas de Carlo Ancelotti e Pep Guardiola, porém acabou vetado por Malagò devido a um acordo de patrocínio com uma casa de apostas da Rússia.

"Havia um acordo com Pirlo, mas a evolução me levou a não aprovar mais essa candidatura", admitiu o presidente da Figc, garantindo que a "separação" com Maldini se deu "sem polêmicas" e que tanto o ex-zagueiro quanto Leonardo foram "cavalheiros, francos, sinceros e honestos".

"Assumo a responsabilidade de ter parado o processo de escolha de Pirlo. Ele teria rescindido o contrato com essa empresa da qual era garoto-propaganda, mas, por uma série de razões e oportunidades, não me senti à vontade. Nem eu, nem, ao que parece, o diretor técnico [Maldini] sabíamos do contrato russo", disse.

Mancini, que não era visto com entusiasmo por Maldini e Leonardo, será apresentado com Ranieri às 18h (horário local) desta quarta-feira (29). A expectativa é de que Malagò ainda anuncie até o fim da semana um dirigente para as categorias de base da seleção.

Atualmente sem clube, Mancini já liderou a Azzurra entre 2018 e 2023, período marcado pelo histórico e inesperado título da Eurocopa em 2021, mas também pela derrota para a Macedônia do Norte, em casa, na repescagem europeia para a Copa de 2022.

Em agosto de 2023, o treinador renunciou ao comando da Itália, culpando o então presidente da Figc, Gabriele Gravina, por sua saída, mas, duas semanas depois, foi contratado pela Arábia Saudita, onde permaneceria até outubro do ano seguinte.

Segundo Malagò, o "passado" de Mancini foi levado em consideração, mas o treinador "pediu desculpas" pela conturbada saída da Azzurra em 2023. "Isso é um pressuposto da apresentação de amanhã", acrescentou.

O técnico também tem passagens por Fiorentina, Lazio, Inter de Milão, Manchester City, Galatasaray, Zenit e Al-Sadd e acumula três títulos na Série A, um na Premier League, quatro na Copa da Itália, dois na Supercopa Italiana, um na Copa da Inglaterra, um na Supercopa inglesa e um na Copa da Turquia.

Os próximos compromissos da seleção tetracampeã mundial estão marcados para o fim de setembro, contra Bélgica e Turquia, pela Liga das Nações da Uefa.