Ex-empresário trava batalha judicial milionária contra Antonelli após falta de acordo
Giovanni Minardi cobra pagamento de honorários previstos em contrato de representação
O ex-empresário Giovanni Minardi entrou com uma ação judicial contra o piloto italiano Andrea Kimi Antonelli no Tribunal de Bolonha, na Itália, em uma disputa milionária relacionada a honorários previstos no contrato de representação.
Segundo o ex-representante do jovem talento da Fórmula 1, os valores acordados nunca foram pagos. A controvérsia remonta a 2025 e agora será analisada pela Justiça italiana.
O advogado de Minardi, Mattia Grassani, afirmou à ANSA que seu cliente tentou evitar o caminho judicial e buscou uma solução amigável antes de recorrer ao tribunal.
"Giovanni Minardi nunca quis seguir o caminho do litígio cível.
No entanto, após muita reflexão e grande angústia, recorrer à Justiça comum acabou sendo a única opção", declarou Grassani.
De acordo com o advogado, foram realizadas diversas negociações entre as partes durante a fase pré-processual, mas nenhuma delas avançou. "Houve várias reuniões entre as partes para tentar encontrar um possível acordo amigável. Minardi demonstrou grande disposição nesse sentido, mas, infelizmente, não foi possível chegar a um acordo", explicou.
Diante do impasse, Minardi decidiu recorrer à Justiça para buscar o reconhecimento de suas reivindicações. Segundo o jornal Corriere dello Sport, os dois trabalharam juntos por alguns anos, e Minardi chegou a apresentar o jovem piloto à Ferrari antes da Mercedes. No entanto, a relação entre eles terminou quando o italiano ingressou na Fórmula 1, em 2025.
Minardi afirma ter sido dispensado sem justa causa e questiona a conduta do atual titular da Mercedes, alegando falta de princípios.
Na entrevista, Grassani afirmou que seu cliente confia no sistema judicial e considera que os fatos apresentados são claros.
"O trabalho realizado por Minardi ao longo dos anos foi significativo, como comprovam as oportunidades que ele conseguiu garantir", disse o advogado, acrescentando que abrir mão da cobrança representaria deixar de lado anos de dedicação, investimento e confiança no desenvolvimento de Antonelli como piloto.
"Depois de se mostrar impossível chegar a um acordo, recorrer à Justiça comum tornou-se uma escolha inevitável", completou Grassani.