Maldini revela que procurou Ancelotti para treinar Itália
'Era o correto partir dos melhores do mundo', justificou o diretor da Azzurra
O diretor técnico da Federação Italiana de Futebol (Figc), Paolo Maldini, admitiu nesta quinta-feira (23) que procurou o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, para assumir o comando da Azzurra.
A declaração foi dada após uma assembleia dos clubes da Série A em Milão, enquanto segue o mistério sobre quem será o próximo técnico da Itália, que não disputa a Copa do Mundo desde 2014, no Brasil.
Após deixar a reunião, Maldini, histórico defensor da Azzurra, foi questionado se havia conversado com o espanhol Pep Guardiola, principal alvo da Figc para comandar a seleção. "Não podemos dar notícias sobre Guardiola, mas posso dizer que conversamos com Ancelotti. Era o correto partir dos melhores do mundo e verificar a disponibilidade geral", disse o diretor.
"Carletto", no entanto, tem contrato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2030.
A procura por um novo técnico foi um dos temas da assembleia da Série A, que também teve a presença do brasileiro Leonardo, novo consultor da Figc, e do recém-eleito presidente da federação, Giovanni Malagò. O nome preferido segue sendo Guardiola, que se reuniu com Maldini e Leonardo em Barcelona.
A ideia seria colocar o catalão no centro de um projeto de renovação total do futebol italiano, partindo das categorias de base, mas ainda é incerto se ele já estaria disposto a voltar a trabalhar, após a longa e intensa passagem pelo Manchester City.
O salário desejado por Guardiola, cerca de 20 milhões de euros (R$ 116 milhões) por ano, segundo o jornal La Gazzetta dello Sport, também pode ser um entrave.
Em meio às incertezas, nomes como Antonio Conte e Roberto Mancini, que já treinaram a seleção, também são cotados, assim como Andrea Pirlo, genial meio-campista que, até o momento, pouco mostrou como treinador.
"O ideal seria [definir o novo técnico] nesta semana, mas vamos esperar a pessoa que realmente queremos. Temos pressa, mas não temos pressa. A sensação é de grande pressão, é um projeto ambicioso, como um chamado às armas", salientou Maldini.