Itália garante que dinheiro não é entrave para contratar Guardiola
'Aspecto econômico não é relevante', disse o diretor Paolo Maldini
O diretor técnico da seleção italiana de futebol, Paolo Maldini, garantiu nesta quinta-feira (23) que a questão financeira não é um entrave nas negociações para contratar o treinador Pep Guardiola.
A declaração foi dada logo após uma reunião da assembleia da Série A da Itália, que teve como um dos principais temas em pauta o novo técnico da Azzurra.
"Em relação a Pep, o aspecto econômico não é de modo algum relevante", assegurou Maldini a jornalistas, após ser questionado se o espanhol havia pedido um salário de 20 milhões de euros (R$ 116 milhões) por ano.
Guardiola está sem clube desde que deixou o Manchester City, no fim da temporada passada, após uma década na Premier League. Antes disso, ele havia passado pelo Barcelona (2008-2012) e pelo Bayern de Munique (2013-2016).
O técnico espanhol é o nome preferido da Federação Italiana de Futebol (Figc) para assumir e reconstruir a Azzurra, que não disputa a Copa do Mundo desde 2014, no Brasil, porém ainda é incerto se ele já estaria disposto a voltar a trabalhar.
Enquanto isso, nomes como Antonio Conte e Roberto Mancini, que já treinaram a seleção, também são cotados, assim como Andrea Pirlo, genial meio-campista que, até o momento, pouco mostrou como treinador.
Maldini também revelou que a Figc entrou em contato até com Carlo Ancelotti, que, antes mesmo da Copa, renovou seu vínculo com a seleção brasileira até 2030. "Não podemos dar notícias sobre Guardiola, mas posso dizer que conversamos com Ancelotti. Era o correto partir dos melhores do mundo e verificar a disponibilidade geral", disse o diretor.
O ex-defensor conduz o processo de escolha do novo treinador ao lado do brasileiro Leonardo, consultor da Figc. Ambos contam com pleno respaldo de Giovanni Malagò, recém-eleito presidente da entidade.
"O ideal seria [definir o novo técnico] nesta semana, mas vamos esperar a pessoa que realmente queremos. Temos pressa, mas não temos pressa. A sensação é de grande pressão, é um projeto ambicioso, como um chamado às armas", salientou Maldini.