ESPORTE

Bélgica derrota EUA e avança na Copa do Mundo 2026

Goleada de 4 a 1 ocorre em meio a polêmica sobre suspensão de jogador americano.

Por Agência Brasil Publicado em 07/07/2026 às 12:18
Bélgica avança para as quartas após vencer os EUA em Seattle.

Nomes como Thibaut Courtois, Kevin de Bruyne e Romelu Lukaku ainda provocam calafrios em torcedores brasileiros. Ao lado do já contratado Eden Hazard, eles representam aquele que foi conhecido como a geração de ouro do futebol belga, que teve como maior destaque a vitória por 2 a 1 sobre o Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

O trio é o elo entre aquele grupo de jogadores com sucesso nas grandes equipes europeias - e nenhuma conquista pelo país - e uma nova geração que, oito anos depois, ajudou a recolocar a Bélgica nas quartas de um Mundial.

A goleada por 4 a 1 no anfitrião dos Estados Unidos, em Seattle, na segunda-feira (6), colocou os Diabos Vermelhos (apelido da seleção) no caminho da Espanha. O duelo será na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles.

A classificação, por si, seria motivo de celebração. A maneira como ela veio e contra esse rival em especial a tornou mais chinesa para os belgas. Afinal, foi conquistada mesmo depois de o Comitê Disciplinar da Federação Internacional de Futebol (Fifa) suspender o efeito suspensivo do cartão vermelho marcado ao norte-americano Folarin Balogun na vitória sobre a Bósnia e Herzegovina, por 2 a 0, nos 16 avos de final.

Não à toa, pelas redes sociais, a Real Associação Belga de Futebol foi à força em dose dupla. Primeiro com a mensagem "O nome é futebol", com o termo "soccer" - como a modalidade é chamada nos Estados Unidos - riscado. Em outra publicação, a frase foi: "Revertam isso", ironizando a liberação para Balogun ir a campo, mesmo depois da expulsão.

A polêmica ocorreu porque o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contatou o mandatário da Fifa, Gianni Infantino, pedindo exatamente a revisão da expulsão de Balogun. Trump afirmou, sem provas, que o brasileiro Raphael Claus, julgou que mostrou o vermelho ao assustador, seria “muito suspeito”. A Bélgica entrou com recurso, que não foi acatado.

Com a bola rolando, Balogun, mesmo titular, foi pouco notado. Inflamada pelo clima extracampo, a Bélgica dominou. Foi para o intervalo à frente, com dois gols do atacante Charles de Ketelaere, de 25 anos, um dos expoentes da safra de atletas para quem a geração dourada está passando o básico. A meia Malik Tillman, em cobrança de falta, marcou para os Estados Unidos.

Na etapa final, um erro do goleiro Matt Freese, que saiu da área para evitar a bola e chutou o chão, verificado no terceiro gol belga, do meia Hans Vanaken. No fim, Lukaku - que entrou no segundo tempo - deu números finais ao jogo. Na comemoração, o atacante imitou a dança de Trump, junto dos companheiros de seleção.

"Acho que sempre há justiça em algum lugar na vida. Você pode argumentar o quanto quiser, mas não achamos que tenha sido justo. E hoje [segunda], acho que isso nos trouxe um pouco de sorte", disse a meia Nicolas Raskin, aos jornalistas presentes no estádio, segundo a Reuters.

Ainda de acordo com a agência de notícias, o técnico dos Diabos Vermelhos, Rudi Garcia, minimizou o episódio. Em entrevista coletiva, o treinador, que é francês, revelou que Balogun o ausente e reforçou que a culpa da confusão não era do jogador.

“Não, não foi necessário nem essencial [usar uma polêmica para motivar o elenco]. O que realmente importava era nosso plano de jogo”, resumiu.