Matheus Cunha fala sobre respeito e evita favoritismo do Brasil
Atacante destaca evolução da seleção e responde a provocações após vitória sobre o Japão.
Após a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), em Houston, Matheus Cunha foi flagrado pelas câmeras de televisão fazendo o número cinco com os dedos da mão em direção ao atacante Kento Shiogai. Isso foi uma resposta ao que foi entendido como provocação do atleta japonês, que, dois dias antes, disse que o Brasil "não era como antigamente".
Embora tenha considerado o comentário de Shiogai "desrespeitoso", Matheus Cunha teve uma reação diferente às declarações do técnico da Argentina, Lionel Scaloni, e do atacante norueguês Erling Haaland, que colocaram o Brasil como um dos favoritos ao Mundial em recentes declarações à imprensa. O Brasil enfrentará Haaland e a Noruega neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
"O quão grande é o Haaland no mundo do futebol e ele cite esse respeito pela nossa seleção e nossos jogadores. Ele vai jogar, com certeza, para ganhar de nós, mas é gratificante. E que ele saiba que também temos [esse respeito] por ele e a seleção dele. Sobre o Scaloni, a mesma coisa, sempre citou o Brasil como tendo um nível de dificuldade alto", disse o atacante em entrevista coletiva nesta terça-feira (3), no The Ridge, hotel onde a delegação canarinho está concentrada em Nova Jersey.
Apesar dos elogios, Matheus Cunha rechaçou o favoritismo brasileiro. O jogador do Manchester United (Inglaterra) preferiu destacar a evolução do Brasil ao longo da Copa. Após estrear abaixo das expectativas no empate por 1 a 1 com Marrocos em Nova Jersey, a seleção verde e amarela emplacou três vitórias: 3 a 0 sobre Haiti, na Filadélfia, e 2 a 1 sobre o Japão.
"Não busco essas informações. Isso não entra em campo. Por mais que você tenha confiança nos companheiros, [favoritismo] não é nada que ajude em campo", afirmou o atacante.
"Temos seleções que o mundo tende a falar que são as seleções a serem batidas. Aos poucos, estamos demonstrando mais quem somos. Esse certo favoritismo nada mais é do que chegar em campo e mostrar para o que estamos prontos e treinados", completou o vice-artilheiro do Brasil no Mundial, com três gols.
Para o jogo contra a Noruega, a equipe não contará com Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda diante do Japão. Naquele dia, Carlo Ancelotti escolheu Endrick para o lugar do meia. O volante Danilo Santos e os atacantes Gabriel Martinelli e Neymar são outras opções. Matheus Cunha colocou a decisão nas mãos do técnico.
"Vamos sentir muita falta do Paquetá, principalmente por estarmos criando rotinas de entrosamento muito claras. O Martinelli é quase um atacante, com possibilidade de atacar profundidade muito maior. Danilo já vai dar uma sustentação mais clara [ao meio-campo]", descreveu o camisa 9.
"No momento que o Paquetá sai e entra o Endrick, eu começo a jogar mais por trás do atacante do que propriamente como a referência [na área]. Vão ter momentos em que terei que me adaptar como referência, meia de criação ou extremo tendo que ajudar a marcar o lateral. Mas me sinto feliz de, às vezes, estar em uma função que os grandes olhos acabam vendo menos, mas que vai potencializar muito os companheiros", concluiu.