Bruno Guimarães vira "regista" do Brasil e pode igualar marca de Pelé
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Um atleta responsável por organizar as jogadas, como se regesse uma orquestra, mas com posicionamento mais recuado que o meio-armador convencional. De forma bem resumida, este é o "regista", termo oriundo do futebol italiano, justamente a escola de Carlo Ancelotti.

Não à toa, os trabalhos de sucesso do treinador em clubes sempre tiveram jogadores fundamentais para a função, como o alemão Toni Kroos no Real Madrid (Espanha) e o compatriota Andrea Pirlo no Milan (Itália). Este último, inclusive, atuou no ataque e foi transformado em "registro" pelo próprio Ancelotti.
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No Brasil, o italiano encontrou em Bruno Guimarães o “regista” ideal. Se ainda não balançou as redes nesta Copa do Mundo, o volante já distribuiu quatro assistências, sendo o atual líder da estatística. Foi dele o passe que achou o atacante Gabriel Martinelli em meio à marcação do Japão para marcar o gol da vitória por 2 a 1 em Houston (Estados Unidos), que classificou a seleção brasileira às oitavas de final.
No século XXI, Bruno Guimarães é apenas o quarto jogador a chegar às quatro assistências na mesma Copa. Ele se igualou ao alemão Michael Ballack (2002), ao italiano Francesco Totti (2006) e ao colombiano Juan Cuadrado (2014). Considerando os Mundias desde 1930, o volante é a dois passes para gol de igualar o recorde de uma única edição, que é simplesmente de Pelé, em 1970.
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Para ter ideia da importância do camisa 8 no triunfo de segunda-feira (29), ele foi o jogador do Brasil que mais se apresentou para receber bolas (99) e o que mais correu, percorrendo 12,1 milhas na partida, segundo dados da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Além disso, o atleta do Newcastle United (Inglaterra) teve acerto de 35 dos 39 passes que deu no campo de ataque.
Nesta Copa, Bruno Guimarães deu o passe para Vinícius Júnior marcando o gol do empate do Brasil no 1 a 1 com Marrocos, em Nova Jersey, na estreia da seleção canarinho. Na terceira rodada da fase de grupos, foram duas assistências: uma novamente para o camisa 7 e outra para o também atacante Matheus Cunha.
"Bruno é um jogador muito importante, muito contínuo no jogo, sempre tem muito boa participação defensiva e ofensiva. Deu uma assistência fantástica, estou muito feliz porque Bruno tem um coração muito grande", elogiou Ancelotti, em entrevista coletiva após a partida contra o Japão.