PESQUISA ESPACIAL

Experimento russo acompanhará 24ª e 25ª gerações de moscas na EEI

Insetos serão enviados pela Soyuz MS-29 em 14 de julho para estudos sobre os efeitos da microgravidade em organismos vivos.

Por Sputnik Brasil Publicado em 25/06/2026 às 03:12
Legenda não informada no material original. © Foto / NASA

Cosmonautas russos devem acompanhar, em julho, o nascimento da 24ª e da 25ª gerações de moscas-das-frutas cujos ancestrais nasceram no espaço. Os experimentos serão conduzidos a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI) e integram pesquisas sobre os efeitos da microgravidade em organismos vivos.

A informação foi divulgada por Irina Ogneva, chefe do Laboratório de Biofísica Celular do Instituto de Problemas Biomédicos (IBMP) da Academia Russa de Ciências, em entrevista à Sputnik nesta quarta-feira (24).

"Serão realizadas duas séries de experimentos: uma com uma linhagem que voará ao espaço pela primeira vez e outra com uma linhagem que já participou de diversas missões espaciais. Neste último caso, estaremos observando a 24ª e a 25ª gerações. O retorno está previsto para 26 de julho", afirmou Ogneva.

Os novos insetos do experimento Cytomechanarium serão enviados à estação pela espaçonave Soyuz MS-29, em 14 de julho.

As duas primeiras gerações de moscas-das-frutas nasceram no início de abril de 2025. As larvas foram levadas à estação espacial pela Soyuz MS-27 em 8 de abril, durante a Expedição 73, e retornaram à Terra na Soyuz MS-26 em 20 de abril.

A sétima geração dos descendentes desses insetos espaciais foi enviada ao biossatélite Bion-M nº 2, que permaneceu em órbita entre 20 de agosto e 19 de setembro de 2025. Durante a missão, nasceram a nona e a décima gerações.

Outro experimento ocorreu entre 27 de novembro e 9 de dezembro de 2025, com descendentes de moscas nascidas durante a missão Bion. Eles foram enviados à estação a bordo da Soyuz MS-28, enquanto a 14ª, a 15ª e a 16ª gerações retornaram à Terra na Soyuz MS-27.

As moscas-das-frutas são usadas pelos cientistas como modelo biológico para estudar os efeitos da permanência prolongada no espaço sobre organismos vivos e investigar possíveis adaptações hereditárias à microgravidade ao longo de múltiplas gerações.

Por Sputinik Brasil