Rayssa Leal erra manobras e termina em quinto na final de Roma
Brasileira voltou às pistas após fratura no joelho direito; australiana Chloe Covell venceu a etapa da Copa do Mundo
Rayssa Leal voltou a competir após três meses afastada por causa de uma fratura óssea no joelho direito e terminou em quinto lugar na etapa de Roma, na Itália, da Copa do Mundo de Skate Street. A brasileira somou 142,55 pontos em uma final marcada por erros em manobras decisivas.
Rayssa buscava o bicampeonato na prova, feito inédito na pista. A conquista ficou com a australiana Chloe Covell, que alcançou 177,01 pontos. A japonesa Yumeda Oda ficou em segundo, com 155,15, e a chinesa Cui Chenxi completou o pódio, com 152,78.
Classificada em quinto lugar na sexta-feira, Rayssa enfrentou adversárias fortes na decisão, entre elas as japonesas Yumeda Oda, Mei Ozeki, de 13 anos, e Coco Yoshizawa, além da atual campeã Chloe Covell e da chinesa Cui Chenxi.
Terceira a entrar na pista, a brasileira errou a volta inicial logo na terceira manobra e recebeu 58,85 pontos. Oda já havia marcado 73,47, enquanto Chloe Covell se destacou com 79,39. A campeã olímpica Coco Yoshizawa também falhou, e Cui Chenxi fechou a primeira volta das favoritas com 68,95 após perder a linha.
Precisando se recuperar, Rayssa voltou a arriscar, mas não conseguiu completar a manobra e ficou distante das primeiras posições. Na sexta colocação, tentou uma volta precisa, mas novamente não conseguiu avançar. Com 58,85 pontos naquele momento, o pódio ficou mais distante, enquanto Chloe ampliou a liderança com 86,84.
Depois de uma pausa, as skatistas retornaram para as manobras finais. Rayssa conseguiu acertar uma tentativa e assumiu provisoriamente o segundo lugar. Chloe Covell, no entanto, manteve o alto nível e chegou a 172,64 pontos no geral.
A brasileira ainda precisava de uma nota acima de 93 para brigar pelo pódio, mas voltou a errar e agradeceu o apoio do público. Chloe Covell confirmou a vitória ao fechar a final com 90,17 na melhor manobra da decisão, a única acima dos 90 pontos, repetindo a conquista de 2025.
Pódio japonês no masculino e brasileiros em quinto e oitavo
A programação começou com a final masculina. O Brasil foi representado por Giovanni Vianna e Wallace Gabriel, que disputaram a prova contra um trio japonês classificado na sexta-feira com as melhores marcas.
O domínio japonês começou no complemento do primeiro giro. Sora Shirai marcou 86,47, seguido por Toa Sasaki, com 84,91, apesar de queda na segunda tentativa. Kairi Netsuke aparecia em terceiro, com 83,37.
Giovanni errou a primeira manobra, mas depois executou um bom movimento e assumiu a quinta posição, com 82,13 pontos, superando Wallace Gabriel, que estava em sexto, com 79,11.
Após alguns minutos de descanso, os competidores tiveram mais três voltas. O sul-coreano Juni Kang, então em quarto lugar, acertou uma boa manobra, mas demonstrou insatisfação com a nota 84,33. No geral, ele subiu para 167,70.
O norte-americano Julian Agliardi, que estava fora da briga principal, comemorou ao surpreender com 92,67, a maior nota até aquele momento, embora tivesse pontuado pouco nas três primeiras manobras. Giovanni Vianna cometeu três falhas e terminou em oitavo. Sora Shirai brilhou e garantiu a liderança com 177,92.
Wallace Gabriel, com 160,83, chegou a ocupar a terceira colocação até Kairi Netsuke fazer boa apresentação, subir para 172,19 e assegurar a prata. Toa Sasaki também foi bem e completou o pódio japonês pelo segundo ano seguido, terminando em terceiro, com 168,41.