Queda na Série D antecipa fim da temporada do CSE e joga holofotes em eleição conturbada
Derrota por 1 a 0 no Juca Sampaio sela a eliminação do Tricolor na Série D; bastidores do clube agora fervem com salários atrasados, processos trabalhistas e eleição presidencial
O torcedor do CSE viveu mais uma tarde de frustração neste domingo (14). Jogando no estádio Juca Sampaio, a equipe alagoana foi derrotada pelo Juazeirense por 1 a 0, em partida válida pela 10ª e última rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série D. O único gol do confronto foi marcado pelo atacante Diki, aos 7 minutos do segundo tempo.
Com o resultado negativo, o CSE estacionou nos 9 pontos e permaneceu na 5ª colocação, dando adeus à competição nacional e encerrando precocemente o seu calendário de jogos em 2026. Por outro lado, o Juazeirense, que já entrou em campo classificado, carimbou a segunda posição do grupo, alcançando os 17 pontos.
Crise financeira e debandada de atletas
A eliminação precoce coroa uma temporada caótica para o Tricolor Palmeirense, que já havia sofrido o amargo rebaixamento no Campeonato Alagoano no primeiro semestre. Na Série D, a derrocada técnica foi reflexo direto de uma grave crise financeira.
Com salários atrasados, o clima nos bastidores azedou na reta final. Como protesto ou reflexo do desarranjo interno, o elenco não realizou o treino programado para o sábado (13), véspera da decisão. Para piorar o cenário do técnico Erivaldo Pedra, o atacante Michel Douglas, uma das principais peças do elenco, rescindiu o contrato e deixou o clube antes do apito inicial.
Apesar do ano trágico, o CSE terá um calendário a cumprir em 2027: o time disputará a Segunda Divisão do Estadual e tem vaga assegurada na Copa do Brasil.
Futuro político e herança maldita na Justiça
Com a bola parando de rolar, as atenções se voltam completamente para os bastidores políticos do clube. A expectativa na cidade é grande para a eleição que definirá a nova diretoria executiva.
Até o momento, dois nomes despontam como candidatos à presidência:
Domival da Silva Viana (conhecido como Dobinha)
Antônio Umbelino
Quem quer que vença o pleito não terá vida fácil. Apurações de bastidores indicam que o futuro mandatário herdará um clube sufocado por dívidas e precisará administrar uma avalanche de processos na Justiça Trabalhista, movidos por ex-funcionários e atletas.