FUTEBOL

Copa inicia nos EUA com baixa ocupação hoteleira e preços altos

Seleção anfitriã estreará na competição da Fifa diante do Paraguai

Por Redação ANSA Publicado em 12/06/2026 às 16:31
Seleção anfitriã estreará na competição da Fifa diante do Paraguai © ANSA/EPA

Sem ingressos esgotados e com hotéis longe de estarem lotados, a Copa do Mundo em solo americano começa nesta sexta-feira (12), em Los Angeles, com números abaixo do esperado.

Faltando poucas horas para a estreia da seleção dos Estados Unidos, que enfrentará o Paraguai, as entradas estão esgotadas no site oficial da Fifa, mas milhares de bilhetes seguem disponíveis em plataformas que comercializam os ingressos.

Na Ticketmaster, por exemplo, os preços começam em torno de US$ 1.350 (R$ 6,8 mil) para um lugar nas arquibancadas superiores e ultrapassam US$ 6.100 (R$ 31,5 mil) para um assento à beira do campo.

Em entrevista à NPR, Jackie Filla, CEO da Associação de Hotéis de Los Angeles, disse que "ainda há muita disponibilidade de quartos" e que os níveis de ocupação não estão atingindo as previsões.

A gestora acrescentou que a queda vem sendo provocada pelo declínio geral do turismo devido, segundo operadores locais, ao aumento exorbitante dos preços das passagens aéreas, à incerteza internacional e às dificuldades para obter vistos de entrada no país.

A Associação Americana de Hotéis e Alojamentos, por sua vez, explicou que até 70% dos hotéis relataram reservas abaixo do esperado na cidade californiana, onde outros sete jogos estão sendo disputados, além da partida de abertura.

O duelo entre EUA e Paraguai terá dois espectadores que poderão ser protagonistas nas eleições presidenciais de 2028. Na mesma arquibancada, a poucos assentos de distância, estarão o governador da Califórnia, Gavin Newsom, e o secretário de Estado, Marco Rubio, prováveis candidatos à Casa Branca.

Até o momento, nenhum dos dois políticos declarou publicamente sua intenção de concorrer ao pleito, mas as casas de apostas os colocam entre os favoritos. As chances de Rubio recentemente ultrapassaram as do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, que até alguns meses atrás era considerado o sucessor natural de Donald Trump.

O mandato de Newsom na Califórnia, por sua vez, está chegando ao fim, e os eleitores decidirão quem o substituirá como governador em novembro.