FUTEBOL INTERNACIONAL

Douglas Santos recusou Rússia para realizar sonho de defender o Brasil

Lateral do Zenit preferiu esperar chance na seleção brasileira, mesmo sendo naturalizado russo.

Publicado em 16/05/2026 às 20:22
Douglas Santos Reprodução / Instagram

Campeão olímpico em 2016 e destaque na lateral-esquerda, Douglas Santos nunca deixou de sonhar com a seleção principal após a conquista no Rio. Apesar de ter sido esquecido há anos, o jogador do Zenit, naturalizado russo e cotado para defender o país europeu, preferiu aguardar a oportunidade de voltar a vestir a camisa do Brasil. Agora, comemore a recompensa pela persistência.

Quase certo na lista dos 26 convocados que serão anunciados por Carlo Ancelotti na próxima segunda-feira, Douglas, revelado pelo Náutico e que despontou no Atlético-MG, concedeu entrevista à Fifa reafirmando suas verdades no defensor da seleção brasileira.

"Claro que em alguns momentos a gente pensa que não vai mais ser chamado. Mas eu nunca deixei de trabalhar e acreditar. Continuei fazendo meu trabalho nos clubes, buscando evoluir e manter a regularidade. Então, quando a oportunidade voltou a aparecer, eu estava preparado para aproveitar", afirmou o lateral.

Aos 32 anos, ainda defendendo o Zenit, Douglas Santos demonstra respeito à Rússia, mas explica sua escolha. "Sempre tive muito respeito pela Rússia, país onde construí parte importante da minha carreira. Mas vestir a camisa da seleção brasileira sempre foi um sonho. Minha prioridade sempre foi o Brasil", frisou. "Quando você nasce no Brasil, cresce vendendo a Copa do Mundo e sonhando com a seleção, isso pesa muito no coração", completou.

A primeira convocação aconteceu em 2025, quando Ancelotti anunciou os nomes para os jogos contra Chile e Bolívia nas Eliminatórias. Desde então, o italiano tem dado sequência ao lateral – Douglas só ficou fora dos amistosos de março devido a uma lesão – e o elogiado publicamente.

O jogador registrou as orientações recebidas neste retorno à seleção após quase uma década. "Pediram para eu ser o mesmo jogador do clube: competitivo, equilibrado defensivamente e participativo no ataque quando necessário. O professor Ancelotti transmite muita confiança, conversa bastante, explica o que espera taticamente, mas também dá liberdade para jogar com personalidade", disse.

Torcedor da seleção desde 2002, quando vibrou com os gols de Ronaldo na final contra a Alemanha, Douglas Santos acompanha de perto os adversários do Brasil em 2026 – Marrocos, Haiti e Escócia – e demonstra otimismo. "A torcida brasileira sempre tem motivo para acreditar. A seleção tem talento, experiência e jogadores acostumados a grandes jogos. O objetivo é chegar o mais longe possível e lutar pelo hexa até o último minuto", finalizou.