Infantino confirma Irã na Copa do Mundo com jogos nos EUA e pede união
Presidente da Fifa destaca poder do futebol para promover paz e garante participação iraniana, apesar de tensões políticas.
O 76º Congresso Anual da Fifa, realizado em Vancouver, no Canadá, cercou as incertezas sobre a participação do Irã na Copa do Mundo, mesmo diante do atual cenário de tensão com os Estados Unidos. Em um discurso pautado pela busca pela paz e união, o presidente da Fifa, Gianni Infantino , confirmou nesta quinta-feira que a seleção iraniana disputará seus três jogos da fase de grupos em solo norte-americano.
"É claro que o Irã jogará nos Estados Unidos. E o motivo é muito simples: precisamos nos unir e nos conectar com as pessoas. A Fifa um o mundo. sempre nos lembraremos de ser positivos", afirmou Infantino, ressaltando a importância do esporte para aproximar nações, apesar da ausência de representantes iranianos entre as 211 delegações presentes.
Infantino destacou ainda a capacidade do futebol de transformar cenários de conflito. "Precisamos mostrar que estamos felizes. Já existem problemas suficientes no mundo. Se ninguém tentar nos unir, o que será do nosso mundo? É uma oportunidade que temos no congresso e na Copa do Mundo. Temos o poder e a magia de estarmos unidos, porque unidos somos invencíveis", disse o dirigente.
Apesar do discurso de acolhimento, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou recentemente que não recomendaria a ida da seleção iraniana ao país, citando preocupações com a segurança dos jogadores.
No sorteio dos grupos, o Irã ficou no Grupo G, ao lado da Nova Zelândia, adversários de estreia em 15 de junho, Bélgica (21 de junho) e Egito (27 de junho). Todos os jogos da equipe iraniana aconteceram em território norte-americano, sendo os dois primeiros em Inglewood, Califórnia, e o último em Seattle.
O Irã tentou transferir suas partidas para o México, mas não obteve êxito. A participação do país na Copa do Mundo passou por incertezas, seja por questões de segurança, possível ausência de torcida ou por motivos de orgulho nacional, levantados por dirigentes e políticos iranianos ao longo do processo.