Noruega pede fim do 'Prêmio da Paz' da Fifa após homenagem a Donald Trump
Presidente da Federação Norueguesa critica legitimidade da honraria e denuncia violação de neutralidade política
O Prêmio da Paz da Fifa, criado pela entidade máxima do futebol mundial, está sob forte questionamento. Nesta segunda-feira, a presidente da Associação Norueguesa de Futebol (NFF), Lisa Klaveness, defendeu publicamente a abolição da honraria durante uma coletiva de imprensa.
Segundo informações do jornal espanhol La Vanguardia, Klaveness cobrou mais isenção por parte da Fifa e declarou apoio a uma denúncia que aponta violação da neutralidade política na premiação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com a publicação, em fevereiro do ano passado, a NFF comprometeu-se a analisar uma denúncia da ONG FairSquare contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, relacionada à entrega do prêmio a Trump. O caso será encaminhado ao Comitê de Ética da organização.
"Decidimos apoiar a denúncia e enviar uma carta à Fifa. A questão é que a entidade, por meio de seu presidente, violou as regras de neutralidade política ao conceder este Prêmio da Paz", afirmou Klaveness.
A dirigente também reforçou que a federação norueguesa já havia se posicionado contra a criação do prêmio, considerando-o ilegítimo.
"Criticamos a criação deste prêmio. Ele não teve qualquer fundamento no Congresso da Fifa. Não tem legitimidade e claramente excede o mandato da entidade. É grave que um prêmio com motivação política e sem qualquer base esteja sendo criado", declarou.
Em dezembro de 2025, Donald Trump recebeu o Prêmio da Paz da Fifa durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026, realizado em Washington, capital dos Estados Unidos. O próximo Mundial será sediado por Estados Unidos, Canadá e México.
Na ocasião, a Fifa justificou que o prêmio, criado em 2025, tem como objetivo "reconhecer indivíduos que realizaram ações excepcionais e extraordinárias pela paz".