Irmãs e advogado de Maradona serão julgados por gestão fraudulenta das marcas do craque
Tribunal argentino rejeita recursos e leva a julgamento processo que envolve familiares e advogado de Maradona por suposta fraude na administração de suas marcas.
A Justiça argentina decidiu, nesta terça-feira (28), levar a julgamento o processo em que o advogado Matías Morla e as irmãs de Diego Armando Maradona, Rita Mabel e Cláudia Norma, são acusados de suposta fraude relacionada à administração das marcas do ex-jogador, falecido em 2020. A decisão foi proferida pelo Tribunal Penal e Correcional Nacional nº 43, que rejeitou recursos apresentados pelas defesas dos réus.
O caso teve início em 2021, após denúncia apresentada por Dalma e Gianinna Maradona, filhas do ídolo argentino. Em setembro de 2025, bens das irmãs do craque, de Morla — que também era amigo próximo de Maradona nos últimos anos de vida — e de outros envolvidos já haviam sido embargados pela Justiça argentina.
Segundo o portal argentino Todo Notícias, além de Morla e das irmãs do ex-jogador, também são réus no processo Christian Maximiliano Pomargo, Sérgio Garmendia e a tabeliã Sandra Iampolsky. De acordo com a acusação, todos teriam participado de uma manobra para se apropriar e administrar de forma irregular os direitos comerciais vinculados ao nome de Maradona, em prejuízo dos herdeiros legítimos.
A investigação apontou que as marcas registradas de Maradona teriam sido transferidas para a empresa Sattvica SA, fundada em 2015 em nome de Morla, tanto na Argentina quanto no exterior. Conforme a Justiça, o advogado não devolveu os bens relacionados a Maradona aos herdeiros, mesmo após ser intimado, e os repassou, entre setembro de 2022 e agosto de 2023, para Rita e Cláudia.
Por esse motivo, todos são acusados de continuar explorando comercialmente as marcas do ex-jogador e realizar operações corporativas que teriam reduzido o patrimônio hereditário. Segundo os investigadores, essas movimentações financeiras causaram danos econômicos aos herdeiros, impedindo que eles pudessem dispor das marcas e usufruir de seus benefícios.
A decisão judicial sobre as marcas de Maradona ocorre no mesmo período em que está em andamento o segundo julgamento relacionado à morte do craque, no qual sete integrantes da equipe médica são acusados de homicídio por negligência, cerca de um ano após a anulação do processo anterior.
Diego Armando Maradona faleceu em 25 de novembro de 2020, vítima de um edema pulmonar, enquanto se recuperava de uma cirurgia no cérebro em casa.