BRB e Arena Mané Garrincha encerram acordo de naming rights em Brasília
Estádio volta a se chamar Arena Mané Garrincha após término da parceria comercial iniciada em 2022
O BRB e a supervisão responsável pela Arena Mané Garrincha e pela Arena Nilson Nelson, em Brasília, anunciaram nesta quinta-feira (23) o fim do acordo de naming rights. Com isso, o principal estádio da capital federal, palco de grandes jogos e eventos, deixa de se chamar Arena BRB Mané Garrincha e retoma o nome original, Arena Mané Garrincha, após dois anos de parceria.
A rescisão do contrato ocorre em meio à crise enfrentada pelo banco, controlada pelo governo do Distrito Federal, que tem medidas adotadas de contenção de despesas para cobrir o déficit causado pela tentativa frustrada de aquisição do Banco Master.
Segundo a empresa Arena BSB SPE S/A, as negociações para renovação não avançaram devido ao "desalinhamento de expectativas entre as partes para a renovação contratual", motivado pela "evolução dos valores do mercado de naming rights".
Firmado em 2021, o acordo prévio o pagamento de R$ 7,5 milhões até 2024 para a associação da marca BRB ao estádio, mudança que passou a valer a partir de julho de 2022. O banco, no entanto, não deu a mesma publicidade à possibilidade de renovação do contrato.
Em nota, o BRB afirmou que "todas as decisões relacionadas a patrocínios em curso consideram critérios técnicos e estratégicos, observando princípios de economicidade, transparência e governança".
A instituição acrescentou ainda que “todos os contratos vigentes estão sendo reavaliados pela nova gestão do BRB de forma criteriosa para garantir o cumprimento das prioridades institucionais e conformidade com normas e boas práticas”.
O banco reiterou seu compromisso em “concentrar investimentos em Brasília, apoiando iniciativas de esporte e cultura que gerem impacto social, promovam a cidadania e contribuam para o desenvolvimento econômico do Distrito Federal”.
O contrato foi assinado durante a gestão de Paulo Henrique Costa, atualmente preso sob suspeitas de receber propina do empresário Daniel Vorcaro para facilitar a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB.
Como revelou o jornal Estadão, sob o comando de Paulo Henrique, o BRB apresentou uma política agressiva de patrocínios: em 2020, o orçamento para essa especificamente era de R$ 27,3 milhões; em 2025, saltou para R$ 125,7 milhões.